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Super Quarta: O que o Banco Central e o Fed escondem nos comunicados de final de ano?
Publicado 09/12/2025 • 20:26 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/12/2025 • 20:26 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A última “Superquarta” do ano, com decisões de taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nos Estados Unidos e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) no Brasil, chega em um cenário de alta volatilidade e antecipação do debate eleitoral de 2026.
As expectativas para o Brasil e EUA são de manutenção e corte de juros, respectivamente, mas os comunicados serão cruciais, disse Igor Lucena, economista-chefe da Amero Consulting, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A antecipação do debate eleitoral de 2026, com o anúncio da possível candidatura de Flávio Bolsonaro, trouxe forte volatilidade ao mercado, impactando a curva de juros futura e o câmbio. Essa turbulência deve influenciar a cautela do Banco Central. “Na prática, o mercado brasileiro já esperava esse movimento de volatilidade para março, abril do ano que vem. Vimos uma queda da Bolsa e uma abertura da curva de juros futuros”, disse Igor.
O consenso é de manutenção da Selic em 15%, mas o comunicado do Copom deve ser conservador: “O consenso que existe na manutenção da taxa de juro não vai mudar muito, mas o comunicado do Banco Central deve ser mais duro”, afirmou.
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Também em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Celson Plácido, consultor de investimentos, reforçou a cautela do BC devido ao cenário fiscal e inflacionário: “Estamos vendo a economia desacelerando via PIB, mas não acredito em queda em janeiro. O BC deve permanecer cauteloso, analisando a parte fiscal e uma convergência maior das projeções de inflação para perto da meta”.
A alta do dólar, que chegou à casa dos R$ 5,43 após o episódio político, reflete o temor do mercado sobre a continuidade da política fiscal do governo e o aumento da dívida pública. A continuidade sem ajuste fiscal pressiona a taxa de juros: “A continuidade do governo Lula para os investidores significa a não realização de nenhum ajuste fiscal e uma continuidade da expansão de gastos públicos, fazendo com que as taxas de juros sejam cobradas mais altas”, explicou Lucena.
No entanto, o diferencial de juros entre Brasil e EUA (com Selic alta e Fed baixando) pode atenuar a escalada do dólar: “Se temos a manutenção de taxa de juros alta aqui no Brasil e uma queda no exterior, existe uma tendência daquele capital de curto prazo sair do resto do mundo e parte dele vir para o Brasil. Isso pode fazer com que essa subida do dólar dê uma freada,” analisou o especialista.
Plácido complementou que a política influencia a economia através do câmbio: “Com uma aversão a risco no Brasil, o dólar sobe. Dólar subindo gera inflação e taxa de juros elevada por um período maior de tempo”.
Nos EUA, a expectativa é unânime por um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, apesar da escassez de dados econômicos e dos desafios com inflação e mercado de trabalho: “É quase um consenso que 0,25 vai diminuir na taxa americana. O nível de emprego no país veio menor do que esperava, mostrando uma necessidade de queda nas taxas de juros”, disse Lucena.
Plácido concorda com a perspectiva de continuidade no ciclo de cortes: “Deve acontecer um corte de 25 pontos base, é isso que o mercado aguarda para amanhã. Acredito numa queda de 25 agora e em janeiro mais 25”.
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