Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Empresas devem ir à justiça qualquer que seja a decisão do STF sobre o IOF
Publicado 15/07/2025 • 10:16 | Atualizado há 9 meses
BREAKING NEWS:
Planalto anuncia ação contra efeitos da Guerra; pacote de medidas mira diesel e pressão nos combustíveis
EUA e Irã rejeitam cessar-fogo após Trump dar prazo para abrir Ormuz
Ultimato de Trump ao Irã e sinais de um possível acordo mantêm investidores em alerta
“Inimigos silenciosos”: como startups de I.A. tentam resolver um dos maiores problemas do varejo de roupas
Oracle tem sede em Dubai atingida por destroços de interceptação aérea iraniana
Polymarket remove apostas sobre resgate de aviadores dos EUA após críticas
Publicado 15/07/2025 • 10:16 | Atualizado há 9 meses
Agência Brasil
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)
Não importa a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 15: as empresas já se preparam para recorrer à Justiça contra o aumento da tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), proposto pelo governo.
Moraes promove a primeira reunião de conciliação entre Legislativo e Executivo sobre o impasse do IOF. O governo aumentou as alíquotas do imposto e o Legislativo suspendeu a decisão por meio de um decreto legislativo, alegando que o Executivo usa um imposto de caráter regulatório para aumentar a arrecadação. Inconformado, o Executivo recorreu ao Supremo, que agora dará a palavra final sobre a legalidade da cobrança.
O centro da discussão é sobre se o governo pode usar o IOF de forma arrecadatória ou se isso extrapola a função do tributo, como alega o Legislativo. Ao anunciar o aumento do imposto, a equipe econômica informou que previa arrecadar R$ 20 bilhões neste ano, o que ajudaria a fechar as contas. Com a resistência do setor privado, o decreto foi alterado. Mas, ainda assim, a expectativa de arrecadação era de R$ 12 bilhões.
A ação das empresas contra a medida pode atrapalhar os planos do governo na arrecadação do imposto.
Em entrevista ao Estadão, o número 2 da Fazenda, Dario Durigan, disse que o objetivo do governo é regulatório e que a arrecadação era uma consequência secundária – tese que o governo defenderá na Corte.
Tratativas
Na semana passada, líderes partidários da Câmara e do Senado sinalizaram uma via de acordo em que aceitavam um aumento do IOF desde que o governo reduzisse a tributação, deixando clara a intenção meramente regulatória. Nesta segunda, 14, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, fez uma declaração sugerindo que o governo não está aberto a acordos.
Seja a decisão do STF pró-governo ou pró-Legislativo, advogados tributaristas a serviço do setor privado já estão preparados para recorrer à Justiça em nome de empresas dos mais variados setores. “Independentemente do deslinde final, cabe medida judicial em ambos os casos”, afirma o tributarista Menndel Macedo, do escritório Menndel e Melo Associados.
Ele afirma que, caso seja acolhida a tese do governo, de que é constitucional o aumento do IOF, haverá uma série de ações questionando a cobrança de imposto sobre operações de “risco sacado”. Essas operações são muito comuns entre empresas e seus fornecedores e consistem na antecipação de pagamentos a fornecedores. Até o momento, tais operações não eram caracterizadas como transações de crédito e, por isso, não recolhiam o imposto.
Fato gerador
“O Executivo tentou empurrar por meio de um decreto um novo fato gerador, uma nova constituição de incidência de IOF sobre o risco sacado. Só que, para instituir um tributo e um fato gerador, é necessário uma lei complementar ou ordinária, ele não pode fazer isso por meio de decreto”, afirma Menndel.
Segundo ele, cada empresa afetada pela tributação poderá recorrer à Justiça alegando que houve desvio no princípio da legalidade estrita e na competência do Executivo ao estipular a tributação.
O sócio tributarista do Mattos Filhos Advogados, Eduardo Melman Katz, tem a mesma opinião e avalia que o governo deverá apostar em uma redução maior da alíquota sobre o risco sacado para desestimular a litigância – a Fazenda já fez um recuo em relação ao primeiro decreto, baixando a tributação, após forte pressão do setor financeiro.
“Ainda que o resultado da negociação (entre governo e Legislativo) seja reduzir a carga sobre o risco sacado, há uma tendência das empresas a irem à Justiça alegando que a cobrança não poderia ter vindo por decreto.”
Segundo Katz, o varejo e todos os ramos industriais, do químico ao alimentício, utilizam a modalidade de antecipação de pagamento a fornecedores e são afetados pela tributação. “A prática de antecipação de recebíveis é comum no mercado e é muito disseminada.”
Muitas empresas já entraram na Justiça questionando a tributação, mas deverá haver nova onda após a decisão final do STF, preveem os dois advogados. Isso porque a taxação está paralisada neste momento por decisão do STF e, assim, não há efeito nocivo a se comprovar. Mas, assim que acionada novamente a cobrança, as companhias deverão recorrer individualmente na primeira instância da Justiça federal contra o IOF.
A segunda hipótese é o STF declarar inconstitucional o decreto presidencial que elevou o IOF, o que não é o cenário-base dos tributaristas. Ainda assim, é passível de recurso para reaver o que foi pago a mais durante a vigência da medida. Como mostrou o Estadão, o governo arrecadou R$ 2 bilhões com a majoração do imposto antes que o Supremo congelasse a cobrança.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos são obrigados a declarar?
2
Com lucro em queda e caixa negativo, Cimed pega empréstimo para pagar dividendos
3
Consultor vê sinais de alerta na Cimed e diz que conta não fecha: ‘Onde tem fumaça, tem fogo’
4
Mar Cáspio: o corredor logístico que abriga bilhões em reservas de petróleo e é palco de três guerras ao mesmo tempo
5
João Fonseca estreia contra canadense no Masters 1000 de Monte Carlo, na França