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Entrada do Brasil na IEA muda percepção de risco e pode atrair capital estrangeiro

Publicado 26/02/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Entrada do Brasil na IEA amplia protagonismo no debate energético global e pode influenciar decisões de investimento, segundo avaliação do especialista Carlo Pereira.
  • Pressão por energia para data centers e discurso de Trump elevam tensão no setor, enquanto renováveis seguem mais competitivas economicamente.
  • Taxa de carbono da União Europeia ainda gera incerteza, com falta de clareza sobre certificações e possível revisão das metas climáticas no bloco.

A entrada do Brasil na Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) pode alterar a percepção de investidores estrangeiros sobre o país no setor energético. A avaliação é de Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo ele, o movimento representa mais do que um gesto diplomático e posiciona o país em um espaço estratégico de formulação e monitoramento das tendências globais do setor.

“Muda bastante coisa”, afirmou. De acordo com Pereira, o Brasil deixa de ser apenas um dado adicional nos relatórios internacionais e passa a ter postura mais ativa na discussão energética global.

Ele destacou o peso do World Energy Outlook, principal relatório da IEA, que não apenas consolida dados atuais, mas indica os rumos futuros da matriz energética mundial. Para o especialista, há ainda impacto direto sobre fluxos de capital, já que instituições financeiras internacionais utilizam a participação na agência como critério para direcionar investimentos.

“Há bancos e instituições que têm como premissa investir apenas em países que fazem parte da IEA”, disse.

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Trump, data centers e energia própria

No cenário internacional, Pereira comentou a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que defendeu que grandes empresas de tecnologia construam suas próprias usinas para abastecer data centers, diante da crescente demanda por energia impulsionada pela inteligência artificial.

Para o especialista, a proposta tem componente político relevante.

“O que ele faz é jogar para a torcida”, afirmou, ao lembrar que estados como a Virgínia, fortemente concentrados em data centers, registraram aumento significativo no preço da energia nos últimos anos, movimento que gerou resistência da população local.

Segundo Pereira, a ideia de exigir autoprodução de energia por parte das empresas não é inédita. Ele citou como exemplo o projeto do data center do TikTok no Ceará, que prevê geração própria por meio de fontes solar e eólica.

Ao mesmo tempo, classificou a proposta de Trump como complexa e potencialmente arriscada, já que transfere às empresas a responsabilidade exclusiva pela expansão da oferta energética, sem coordenação centralizada de políticas públicas.

Além disso, o especialista observou que, apesar da retórica pró-combustíveis fósseis do ex-presidente americano, a energia renovável segue mais competitiva economicamente.

“Energia renovável está mais barata em qualquer lugar do mundo, inclusive nos Estados Unidos”, disse.

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Europa e taxa de carbono

Pereira também comentou a decisão da União Europeia de avançar com a cobrança do chamado imposto de fronteira de carbono, que pode atingir produtos brasileiros como aço, alumínio e fertilizantes.

O mecanismo busca equalizar o custo ambiental da produção entre países. Empresas estrangeiras precisarão comprovar o conteúdo de carbono de seus produtos para evitar sobretaxas.

Segundo ele, o empresariado brasileiro ainda não está preparado para a medida. “Não está, nem o brasileiro, nem o europeu”, afirmou.

O especialista destacou que ainda há falta de clareza sobre certificações e mecanismos de comprovação das emissões, o que pode gerar insegurança jurídica e operacional.

Ele também ponderou que a própria União Europeia enfrenta pressões internas para rever metas climáticas e prazos de neutralidade de carbono, o que pode alterar o cronograma ou a intensidade da cobrança.

“Pelo que está acontecendo, pode ser que revoguem isso ou deem mais tempo”, avaliou.

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