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Após ligação Lula-Trump, EUA pedem a Haddad documentos sobre crime organizado ao Brasil
Publicado 03/12/2025 • 11:56 | Atualizado há 2 meses
Publicado 03/12/2025 • 11:56 | Atualizado há 2 meses
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Haddad afirmou preferir não comentar, por ser área de atuação do Banco Central. Créditos: Lula Marques/ Agência Brasil.
Haddad afirmou preferir não comentar, por ser área de atuação do Banco Central. Créditos: Lula Marques/ Agência Brasil.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (3) que recebeu da embaixada dos Estados Unidos um pedido formal de acesso a documentos relacionados a operações de combate ao crime organizado, após a ligação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump realizada mais cedo.
“A embaixada [dos EUA] quer acesso aos documentos para que essa ação [colaborativa] seja efetivada. O crime não deixa de utilizar brechas, como ‘fintechs’ e ‘bets’ [empresas de apostas online], que servem de veículo para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio”, disse Haddad.
O governo brasileiro ainda avalia os termos do pedido e a forma adequada de encaminhar as informações, respeitando protocolos legais e de cooperação internacional. O ministro destacou que o episódio reforça a importância da articulação entre governos e equipes técnicas, pois nenhuma política pública ou investigação avança de forma isolada, e a integração institucional é essencial para garantir transparência e efetividade.
A expectativa é que a documentação seja enviada aos EUA nos próximos dias, após a revisão técnica. O Ministério da Justiça não detalhou o conteúdo solicitado nem os prazos definidos pelas autoridades americanas.
Haddad também comentou sobre o avanço dos jogos e apostas no país, apontando efeitos preocupantes sobre famílias, pessoas com dependência e a economia. Segundo ele, o governo já identifica os principais focos do problema e pretende aprofundar medidas de controle e fiscalização sobre o setor.
Na última semana, o ministro alertou para uma “triangulação internacional gravíssima” envolvendo o setor. A operação mais recente movimentou R$ 1,2 bilhão, simulando um investimento estrangeiro, com recursos saindo do Brasil e retornando por meio desses fundos, ocultando a real origem do dinheiro.
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