Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Brasil acelera corrida por data centers e IA na saúde; Dr. Inovação avalia cenário
Publicado 02/12/2025 • 17:09 | Atualizado há 10 meses
Qualcomm lança chip Android desenvolvido para IA em meio à escassez de memória que afeta o mercado de smartphones
Trump divulga 1.156 transações e movimenta até US$ 270 milhões em investimentos, incluindo Amazon e Microsoft
Ações da Alibaba disparam após empresa revelar novo chip de IA e planos para data centers
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
Trump pressionará Zelensky por trégua energética e diz que Rússia “perdeu o controle” do petróleo por causa da guerra
Publicado 02/12/2025 • 17:09 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O avanço da infraestrutura de dados no Brasil entrou no centro das discussões sobre saúde digital, inteligência artificial e soberania tecnológica. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o médico e comentarista Dr. Pedro Batista, sócio da Orus AI, analisou como a expansão dos data centers nacionais pode redefinir a forma como o país processa, armazena e utiliza informações sensíveis do setor de saúde.
Na avaliação dele, a dependência de estruturas estrangeiras ainda é significativa. O especialista afirmou que menos de 35% dos dados produzidos pela saúde brasileira permanecem armazenados em território nacional, o que obriga empresas e instituições a operar sob legislações externas e reduz a segurança jurídica. Batista destacou que, quando os dados ficam no país, as regras seguem a LGPD e os parâmetros da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. “Nossos dados, nossas regras”, disse.
Atualmente, apenas 1% da capacidade global de data centers está instalada no Brasil, mesmo com o país se consolidando como um hub relevante na América Latina. Batista explicou que a inteligência artificial exige infraestrutura local robusta para reduzir riscos, garantir desempenho e permitir que empresas brasileiras processem seus próprios conteúdos.
Leia mais:
Quem é o dono da Hapvida? Conheça o empresário por trás do maior plano de saúde do Brasil
Saúde anuncia R$ 9,8 bi para adaptar SUS a mudanças climáticas
Segundo ele, essa necessidade se intensifica porque o Brasil “ainda está atrasado na criação de ferramentas de IA”, o que amplifica a dependência de tecnologias desenvolvidas por grandes empresas estrangeiras.
A falta de infraestrutura também impacta diretamente o setor de saúde. Mesmo com o crescimento de 38% no número de health techs nos últimos dois anos e mais de R$ 799 milhões investidos nessas empresas, grande parte delas depende de bancos de dados instalados fora do país — o que, segundo o especialista, gera atrasos no processamento de informações e limita a autonomia operacional.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCDurante a entrevista, Batista apontou três riscos centrais ligados ao armazenamento de dados em outros países: latência, segurança e vulnerabilidade geopolítica. Ele destacou que legislações estrangeiras podem permitir acesso governamental a informações sensíveis, o que compromete a soberania brasileira.
Como exemplo, citou o caso recente dos Estados Unidos, que revogaram a atuação de uma empresa chinesa de genética porque seus dados eram armazenados na China sob regras que determinam que informações corporativas pertencem ao governo chinês.
O especialista avaliou ainda que ampliar a infraestrutura nacional pode alterar indicadores econômicos. Para ele, a consolidação de data centers brasileiros tende a reduzir a dependência de serviços externos e fortalecer a indústria de tecnologia local. Esse movimento, afirmou, abre espaço para que o país desenvolva produtos, serviços e políticas baseadas em dados próprios, aumentando a autonomia tecnológica.
Batista ressaltou que soberania digital não significa isolamento tecnológico, mas a capacidade de manter decisões estratégicas dentro do país. Ele mencionou que, com data centers nacionais, dados anonimizados poderiam ser utilizados para aprimorar políticas públicas, padrões de tratamento e pesquisas, impulsionando o desenvolvimento econômico e o avanço da saúde.
Ele enfatizou ainda que hospitais, operadoras e secretarias de saúde continuam dependentes de serviços estrangeiros, o que os obriga a seguir legislações distintas e reduz a eficiência na criação de novas técnicas e produtos.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Resultado da Lotofácil 3786; confira as dezenas do concurso com prêmio de R$ 2 milhões
3
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
4
Starbucks lança hoje coleção de Halloween; veja onde encontrar os produtos
5
Destroços de helicóptero com cantor Rick são encontrados em SC; não há sobreviventes
DECISÃO 2026: Tarcísio diz que entrará “com potência” na campanha de Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno e Haddad afirma que direita está “forte e competitiva”; veja o dia dos candidatos ao governo de SP