Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Brasil acelera corrida por data centers e IA na saúde; Dr. Inovação avalia cenário
Publicado 02/12/2025 • 17:09 | Atualizado há 8 meses
Corrida da IA produz vencedores e perdedores: Microsoft salta 8%, Meta afunda quase 9%
Ferrari eleva projeções para 2026 após superar expectativas no segundo trimestre
Yum Brands, dona do KFC e Taco Bell, divulga resultados mistos, mas não comenta surto de cicloporíase
Drone atinge dois navios no Egito em nova escalada de ataques contra alvos de infraestrutura energética no Oriente Médio
Por que os super-ricos americanos se renderam ao fascínio dos times de futebol britânicos?
Publicado 02/12/2025 • 17:09 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O avanço da infraestrutura de dados no Brasil entrou no centro das discussões sobre saúde digital, inteligência artificial e soberania tecnológica. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o médico e comentarista Dr. Pedro Batista, sócio da Orus AI, analisou como a expansão dos data centers nacionais pode redefinir a forma como o país processa, armazena e utiliza informações sensíveis do setor de saúde.
Na avaliação dele, a dependência de estruturas estrangeiras ainda é significativa. O especialista afirmou que menos de 35% dos dados produzidos pela saúde brasileira permanecem armazenados em território nacional, o que obriga empresas e instituições a operar sob legislações externas e reduz a segurança jurídica. Batista destacou que, quando os dados ficam no país, as regras seguem a LGPD e os parâmetros da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. “Nossos dados, nossas regras”, disse.
Atualmente, apenas 1% da capacidade global de data centers está instalada no Brasil, mesmo com o país se consolidando como um hub relevante na América Latina. Batista explicou que a inteligência artificial exige infraestrutura local robusta para reduzir riscos, garantir desempenho e permitir que empresas brasileiras processem seus próprios conteúdos.
Leia mais:
Quem é o dono da Hapvida? Conheça o empresário por trás do maior plano de saúde do Brasil
Saúde anuncia R$ 9,8 bi para adaptar SUS a mudanças climáticas
Segundo ele, essa necessidade se intensifica porque o Brasil “ainda está atrasado na criação de ferramentas de IA”, o que amplifica a dependência de tecnologias desenvolvidas por grandes empresas estrangeiras.
A falta de infraestrutura também impacta diretamente o setor de saúde. Mesmo com o crescimento de 38% no número de health techs nos últimos dois anos e mais de R$ 799 milhões investidos nessas empresas, grande parte delas depende de bancos de dados instalados fora do país — o que, segundo o especialista, gera atrasos no processamento de informações e limita a autonomia operacional.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCDurante a entrevista, Batista apontou três riscos centrais ligados ao armazenamento de dados em outros países: latência, segurança e vulnerabilidade geopolítica. Ele destacou que legislações estrangeiras podem permitir acesso governamental a informações sensíveis, o que compromete a soberania brasileira.
Como exemplo, citou o caso recente dos Estados Unidos, que revogaram a atuação de uma empresa chinesa de genética porque seus dados eram armazenados na China sob regras que determinam que informações corporativas pertencem ao governo chinês.
O especialista avaliou ainda que ampliar a infraestrutura nacional pode alterar indicadores econômicos. Para ele, a consolidação de data centers brasileiros tende a reduzir a dependência de serviços externos e fortalecer a indústria de tecnologia local. Esse movimento, afirmou, abre espaço para que o país desenvolva produtos, serviços e políticas baseadas em dados próprios, aumentando a autonomia tecnológica.
Batista ressaltou que soberania digital não significa isolamento tecnológico, mas a capacidade de manter decisões estratégicas dentro do país. Ele mencionou que, com data centers nacionais, dados anonimizados poderiam ser utilizados para aprimorar políticas públicas, padrões de tratamento e pesquisas, impulsionando o desenvolvimento econômico e o avanço da saúde.
Ele enfatizou ainda que hospitais, operadoras e secretarias de saúde continuam dependentes de serviços estrangeiros, o que os obriga a seguir legislações distintas e reduz a eficiência na criação de novas técnicas e produtos.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Lotofácil: sorteio desta quarta-feira (29) pode pagar R$ 2 milhões
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Quanto custa a medalha do Mundial de 1951 do Palmeiras? Veja os valores
4
“Jabutis” em projeto do Senado podem elevar conta de luz em R$ 1,5 trilhão e pressionar indústria
5
Santander: lucro líquido somou R$ 3 bilhões no segundo tri pressionado por provisões; ROAE ficou em 12,5%