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Fachin recebe PF nesta terça (13) para tratar de ministros citados no caso Master

Publicado 13/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Presidente do STF tem encontro previsto com o diretor-geral da Polícia Federal nesta terça-feira (13) para discutir informações relacionadas ao caso Master.
  • Fachin defende que as referências a integrantes da Corte sejam examinadas integralmente, sem excluir nomes ou fatos das apurações.
  • Ofício enviado à PF confirma a audiência e revela que Fachin e Andrei Rodrigues já haviam se reunido duas vezes em agosto.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasi

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem uma reunião prevista para esta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das investigações do Banco Master. A expectativa é que o encontro leve formalmente à presidência da Corte informações sobre ministros mencionados em conversas relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal deve apresentar uma relação com os nomes dos integrantes do STF citados no material investigado. A reunião ocorre após ministros cobrarem uma avaliação abrangente das referências encontradas nas mensagens, sem restringir o exame a determinados magistrados.

Em ofício encaminhado a Rodrigues em 2 de outubro, Fachin confirmou que uma audiência havia sido acertada entre os gabinetes. O documento também registra que o presidente do Supremo pretende adotar as providências cabíveis depois de receber informações completas sobre os fatos relacionados ao caso.

Leia também: Fachin marca reunião com diretor-geral da PF sobre caso Master

Fachin defende apuração sem exceções

No documento, Fachin afirma que há “inequívoco interesse institucional em que todo e qualquer fato relevante seja rigorosamente apurado, sem exceção de qualquer natureza”. O ministro também defende o respeito às competências das instituições responsáveis pela investigação.

Ao tratar dos possíveis encaminhamentos, o presidente do STF condiciona sua atuação ao recebimento integral das informações, “sem exceção de pessoa”. A manifestação reforça a posição de que eventuais referências a integrantes do tribunal devem ser examinadas sem tratamento diferenciado.

Fachin ressalta ainda que o esclarecimento dos fatos deve ocorrer “com observância rigorosa do devido processo legal”. Segundo ele, a atuação da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário precisa respeitar as atribuições constitucionais de cada instituição.

Leia também: Fachin deve orientar PF sobre referências a ministros do STF

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O ofício também revela que Fachin e Andrei Rodrigues já haviam se reunido em duas ocasiões anteriores: em 17 de agosto, às 11h30, no STF, e em 31 de agosto, às 14h, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao mencionar esses encontros, o ministro reafirma a disposição de manter o diálogo institucional.

Em outra passagem, Fachin declara que a preservação da confiança pública exige que “eventuais ilícitos sejam investigados com seriedade, transparência e respeito à ordem constitucional”. O documento não especifica, porém, quais nomes ou informações serão apresentados na audiência desta terça-feira.

Mensagens motivaram cobranças no Supremo

As discussões sobre a investigação ganharam força após o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retirar o sigilo de parte do material em setembro. Entre os registros divulgados estavam mensagens enviadas por Vorcaro a um número de telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, às vésperas da prisão do ex-banqueiro, em novembro de 2025.

Leia também: Seis ministros do STF e as ligações com o caso Master

A divulgação de outros documentos revelou menções aos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e ao próprio Mendonça, feitas por pessoas que mantinham vínculos com Vorcaro. A simples referência aos nomes nas conversas não comprova participação dos magistrados em irregularidades.

Diante das revelações, integrantes da Corte passaram a cobrar que a presidência do STF tivesse acesso ao conjunto das informações. O ministro Gilmar Mendes também encaminhou um ofício a Fachin solicitando a identificação de todos os envolvidos.

Com a reunião prevista para esta terça-feira, a presidência do Supremo poderá avaliar os próximos encaminhamentos institucionais a partir dos dados apresentados pela Polícia Federal. Até o momento, não há informação sobre a adoção de medidas imediatas após o encontro.

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