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Fotos feitas no Copilot podem ser vistas por revisores humanos da Microsoft; entenda
Publicado 03/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 1 hora
Foto: unsplash
Fotos feitas no Copilot podem ser vistas por revisores humanos da Microsoft; entenda
Revisores humanos podem analisar fotos que usuários enviam ao Microsoft Copilot para edição com inteligência artificial em determinadas situações. Segundo uma investigação da 404 Media, contratados que trabalham na avaliação de tarefas de imagem podiam ter acesso às fotografias originais enviadas pelos usuários, às instruções usadas nos pedidos e aos resultados gerados pela ferramenta.
Isso não significa que uma pessoa analise todas as fotos que os usuários enviam ao Copilot. Segundo o Gadgets Now, a investigação trata de tarefas específicas de revisão de edição de imagens. Além disso, a Microsoft confirma em sua documentação de privacidade que algumas interações com o Copilot podem passar por revisão humana.
Leia também: Microsoft leva Word e Excel ao Copilot e amplia aposta em IA
Segundo a investigação da 404 Media, os revisores envolvidos nas tarefas de geração e edição de imagens podiam ter acesso à imagem original fornecida pelo usuário, às instruções do pedido e ao resultado produzido pela I.A. Dessa forma, o objetivo da avaliação seria verificar se o Copilot cumpriu a solicitação e se a imagem gerada apresentava problemas visuais.
A situação significa que quem envia uma fotografia para edição no Copilot não deve presumir que apenas os sistemas de inteligência artificial terão acesso ao arquivo.
Além disso, a investigação também encontrou pedidos e imagens considerados sensíveis ou perturbadores entre os materiais analisados pelos contratados. Segundo a 404 Media, alguns pedidos envolviam conteúdo sexualizado.
A possibilidade de revisão não aparece apenas na investigação. Segundo a Microsoft, algumas conversas do Copilot estão sujeitas a revisão automatizada e humana para fins de melhoria do produto e segurança digital. A empresa também informa que pode analisar conversas sinalizadas por possível violação do Código de Conduta.
A Microsoft afirma ainda que os funcionários podem realizar uma revisão humana limitada durante investigações sobre possíveis violações das regras. Nesse caso, a empresa diz que não há uma opção para impedir esse tipo de análise.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto importante é a diferença entre o uso das atividades para treinamento dos modelos e a revisão humana. Segundo a Microsoft, usuários elegíveis podem optar por não permitir que suas conversas sejam usadas para treinamento dos modelos generativos. Essa configuração, porém, não significa que toda possibilidade de revisão humana será bloqueada.
A empresa informa que determinadas conversas ainda podem passar por análise para melhorar a precisão e a segurança dos modelos ou quando houver suspeita de violação do Código de Conduta.
O caso também chama atenção para o tipo de informação presente em uma fotografia. Uma imagem pode mostrar rostos, familiares, ambientes privados e outros elementos pessoais.
Leia também: Microsoft unifica aplicativos Copilot e aposta em “superaplicativo” de inteligência artificial
Segundo a Microsoft, os usuários devem ter cuidado com as informações fornecidas ao Copilot. A empresa também orienta que imagens de outras pessoas não sejam compartilhadas sem o consentimento delas. Por isso, antes de enviar uma fotografia para edição, é importante verificar as regras de privacidade do serviço e considerar quais informações aparecem na imagem.
A investigação da 404 Media mostra que, em determinadas tarefas, uma interação com uma ferramenta de inteligência artificial pode envolver mais do que o processamento automático. No caso do Copilot, revisores humanos podiam ter acesso a fotos, comandos e resultados de edições durante processos específicos de avaliação.
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