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Líderes da IA na Casa Branca: Zuckerberg detalha acordo de segurança para inteligência artificial e prevê auditorias externas

Publicado 29/09/2026 • 19:17 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • CEO da Meta diz que empresas assumiram compromissos para criar controles internos capazes de identificar problemas nos sistemas de inteligência artificial.
  • Acordo prevê avaliações de risco, auditorias externas e análise independente dos relatórios pelos conselhos de administração das companhias.
  • Zuckerberg afirma que iniciativa não encerra discussão sobre segurança, mas representa um primeiro passo conjunto das principais empresas do setor.

Wikimedia Commons

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que o acordo firmado pelas principais empresas de inteligência artificial prevê diferentes camadas de controle e auditoria para verificar se os sistemas funcionam conforme planejado. O executivo destacou que as companhias também assumiram o compromisso de submeter relatórios de segurança à análise independente de seus conselhos de administração.

Zuckerberg fez as declarações nesta terça-feira (29), após a reunião na Casa Branca entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e dirigentes de algumas das maiores empresas de tecnologia e inteligência artificial. O encontro resultou em um acordo voluntário voltado à segurança no desenvolvimento da IA, com compromissos de autorregulamentação assumidos pelo setor.

Controles internos e auditorias externas

Chamado por Trump para explicar o entendimento alcançado durante a reunião, Zuckerberg afirmou que o objetivo é aumentar a confiança de usuários e da população de que os sistemas desenvolvidos pelas empresas funcionarão da maneira pretendida.

“A ideia básica é que queremos dar ao povo americano e aos nossos clientes confiança de que a tecnologia funciona da maneira que pretendemos”, disse.

O CEO da Meta ponderou que as empresas desenvolvem produtos com características e objetivos diferentes e, por isso, não seria possível estabelecer um único padrão sobre o que todas devem construir. Segundo ele, o consenso foi concentrado nos processos utilizados para identificar e administrar riscos.

“Nós elaboramos um conjunto de princípios e compromissos para construir controles internos robustos e detectar se há algum problema com a tecnologia”, explicou Zuckerberg.

Esses mecanismos, acrescentou, serão acompanhados por diferentes níveis de fiscalização. O executivo citou revisões internas de risco, auditores e avaliadores externos, além da participação dos próprios conselhos das empresas.

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O compromisso inclui, segundo Zuckerberg, “múltiplas camadas de auditoria e controles, começando pela revisão interna de riscos, auditores e avaliadores externos”, além do acordo para que os conselhos de administração façam uma análise independente dos relatórios produzidos pelos auditores.

A existência dessas diferentes camadas de controle também aparece nas informações divulgadas sobre o acordo após o encontro. As empresas concordaram em adotar controles internos e avaliações independentes para verificar o comportamento dos sistemas de IA.

‘É um começo’

Zuckerberg ressaltou que o acordo não pretende estabelecer uma solução definitiva para todos os riscos relacionados à inteligência artificial. Para o CEO da Meta, a iniciativa deve ser encarada como um ponto inicial de cooperação entre empresas que, apesar de competirem entre si, enfrentam desafios semelhantes.

“A ideia não é que isso seja a única coisa que faremos para sempre. É um começo e um acordo ao qual toda a indústria pode chegar”, declarou.

O executivo classificou a discussão entre os dirigentes das empresas como incomum e destacou a importância de ter concorrentes reunidos em torno de princípios comuns. “Foi uma conversa histórica. Não acho que algo assim tenha acontecido antes e acredito que seja um passo significativo adiante”, avaliou.

A manifestação de Zuckerberg ocorreu em um encontro no qual Trump defendeu que as próprias empresas tenham protagonismo no controle dos riscos da inteligência artificial. O presidente classificou o compromisso como “moralmente vinculante” e disse considerar a possibilidade de formar um grupo de aproximadamente dez integrantes para acompanhar o setor.

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