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França está pronta para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz

Publicado 18/03/2026 • 07:03 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O ministro das Finanças da França afirmou que o país está pronto para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, mas não enquanto mísseis e drones estiverem atacando navios na passagem.
  • Os países europeus mostram-se relutantes em envolver-se no conflito entre os EUA e Israel com o Irã, encarando-o como uma guerra de escolha e não de necessidade.
  • A Europa está, no entanto, preocupada com o facto de o abastecimento global de alimentos, fertilizantes e energia estar em risco devido ao encerramento efetivo do estreito.
Estreito de Ormuz

Foto: Reuters

Estreito de Ormuz

O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse à CNBC que o país está disposto a apoiar os Estados Unidos na proteção do Estreito de Ormuz, mas não enquanto embarcações continuarem sendo alvo de ataques nessa rota marítima vital.

“Estamos dispostos a fazer algo para liberar o Estreito de Ormuz, desde que isso deixe de ser uma situação de guerra. Ninguém quer atravessar o Estreito de Ormuz se houver risco de mísseis ou drones caindo sobre sua cabeça”, afirmou à jornalista Charlotte Reed, da CNBC, na terça-feira (17).

“Precisamos que o conflito diminua de intensidade, e então podemos imaginar garantir a segurança do Estreito de Ormuz… Sabemos como fazer isso, mas não se faz isso em uma situação de guerra. Isso se faz em um cenário pacificado, no qual as pessoas precisam estar seguras”, acrescentou, durante participação na Euronext Conference.

França, Reino Unido e Alemanha estão entre os aliados europeus que vêm sendo criticados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por não ajudarem o país a reabrir o Estreito de Ormuz — uma passagem marítima controlada pelo Irã e essencial para a exportação de grandes volumes de petróleo e gás do Oriente Médio.

Os países europeus relutam em se envolver no conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, por considerarem que se trata de uma guerra de escolha, e não de necessidade, além de não haver objetivos claros nem um desfecho definido.

Embora autoridades europeias tenham demonstrado preocupação com o risco para o abastecimento global de alimentos, fertilizantes e energia caso o Estreito de Ormuz permaneça, na prática, fechado, há pouca disposição para ampliar operações navais no Oriente Médio a fim de garantir o trânsito de embarcações pelo canal.

A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, resumiu o sentimento na região na segunda-feira ao dizer a jornalistas: “Esta não é a guerra da Europa, mas os interesses europeus estão diretamente em jogo.”

Lescure reforçou essa posição ao afirmar à CNBC: “O conflito vai impactar a Europa? Sim. O conflito vai impactar os Estados Unidos? Também acredito que sim. E, até onde sei, não fomos nós que iniciamos o conflito.”

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse na segunda-feira que o país não participará de operações no Estreito de Ormuz. “Não somos parte do conflito e, portanto, a França nunca participará de operações para abrir ou libertar o Estreito de Ormuz no contexto atual”, afirmou, segundo tradução da Reuters.

“Estamos convencidos de que, quando a situação se acalmar, e uso esse termo de forma deliberadamente ampla, ou seja, quando os principais bombardeios cessarem, estaremos prontos, junto com outras nações, para assumir a responsabilidade por um sistema de escolta”, concluiu Macron.

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