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Governo reage após críticas da ONU sobre segurança e estrutura da COP30
Publicado 13/11/2025 • 19:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 13/11/2025 • 19:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Alex Ferro/COP30
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva discursa na cerimônia de abertura da 30ª Conferência das Partes (COP30).
O governo brasileiro respondeu, na tarde desta quinta-feira (13), à carta enviada pelo secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell, que fez críticas às falhas de segurança e problemas estruturais durante a COP30.
Segundo Stiell, os episódios registrados nos últimos dias configuram “uma grave violação da estrutura de segurança estabelecida” e levantam “sérias preocupações” sobre o cumprimento das obrigações do Brasil como anfitrião do evento.
As críticas foram motivadas por episódios como a invasão de cerca de 150 manifestantes ao local da conferência na noite de terça-feira (11), danos à propriedade, ferimentos em seguranças e a falta de ações das forças policiais. Em outro momento, Stiell afirmou que agentes públicos não dispersaram um grupo de manifestantes dentro de uma zona de segurança, onde protestos são proibidos.
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A carta enviada à Casa Civil também detalhou vulnerabilidades como portas sem vigilância, efetivo insuficiente e incerteza sobre respostas coordenadas entre autoridades federais e estaduais.
Além das questões de segurança, Stiell apontou problemas estruturais no evento, de falhas de ar-condicionado a infiltrações causadas pela chuva, que teriam gerado “casos de problemas de saúde relacionados ao calor” e riscos elétricos. Delegações também relataram escritórios inacabados, falta de água em banheiros e dificuldades logísticas.
Em nota enviada ao Times Brasil, o governo afirmou que “todas as solicitações da ONU têm sido atendidas” e destacou que a Casa Civil “não esteve envolvida na tomada de decisão das forças de segurança pública referente aos protestos de 11 de novembro”.
O comunicado afirma que, na quarta-feira (12), equipes do Governo Federal, do Governo do Pará e do Departamento das Nações Unidas para Segurança e Proteção (UNDSS) reavaliaram e ampliaram o aparato de segurança das áreas Laranja e Vermelha, perímetros mais sensíveis da conferência.
Entre as medidas anunciadas, estão:
O governo esclareceu que não houve alagamento generalizado, apenas ocorrências de vazamentos pontuais.
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Disse, ainda, que questões operacionais estão sendo avaliadas diariamente em conjunto com a UNFCCC para garantir “correção contínua” durante o evento.
As críticas de Stiell representam um momento delicado para o governo brasileiro. Lula apostou politicamente na realização da COP30 em Belém para destacar a centralidade da Amazônia na agenda climática global, decisão que gerou pressões sobre infraestrutura, alojamento e logística.
Enquanto delegações relatam dificuldades, a UNFCCC afirmou que “medidas rápidas foram tomadas” e que a conferência segue dentro do cronograma.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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