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Ibovespa renova recorde de fechamento pela 9ª vez em sequência aos 197 mil

Publicado 10/04/2026 • 17:16 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • O apetite global por risco favorece mercados emergentes, com entrada de capital estrangeiro no Brasil, especialmente em ações bancárias
  • A alta de commodities como petróleo e minério de ferro sustenta o desempenho positivo da bolsa
  • Apesar do avanço, tensões geopolíticas mantêm cautela e volatilidade nos mercados globais
Ibovespa B3

Quote Inspector

O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (10) em alta de 1,03%, aos 197.200 pontos, marcando a  9ª quebra de recorde sucessiva com otimismo em relação às negociações de paz entre Irã e Estados Unidos em Islamabad, no Paquistão.  Na sessão, o fluxo cambial da bolsa brasileira foi de R$ 33,5 bilhões.

Segundo o Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, o apetite por risco por parte dos investidores aumenta, beneficiando mercados emergentes, nos quais o Brasil se destaca. “Neste contexto, as recentes valorizações observadas em diversos ativos financeiros refletem a entrada de capital estrangeiro, impulsionada pela busca por ativos de maior risco, especialmente no setor bancário”, afirmou. 

“Durante a noite anterior, o petróleo e o minério de ferro subiram, o que ajuda a explicar o movimento positivo das ações ligadas a commodities, que se destacaram na sessão”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos no Andbank Brasil. 

Para ele, o mercado ainda opera com cautela diante das tensões geopolíticas envolvendo a guerra  e os confrontos entre Hezbollah e Israel. Esse ambiente traz volatilidade para os preços de energia e acaba influenciando os mercados globais.

“A bolsa brasileira segue sendo sustentada principalmente pelo fluxo estrangeiro. O investidor externo tem se beneficiado também do movimento cambial, já que entrou com o real mais depreciado e vem capturando ganhos com a valorização da moeda”, diz.

Altas e baixas

A Hapvida liderou os ganhos no pregão, com alta de 13,06% aos R$ 13,25. Em seguida, vieram a Engie (4,64%), aos R$ 36,06, a Prio (3,36%) aos R$ 67,65, a Marfrig (3,01%) aos R$ 19,83 e a Eneva (2,73%) aos R$ 26,71.

No campo das perdas, a Azzas teve o maior recuo, de 10,88%, aos R$ 20,80. Em seguida, Usiminas (-6,12%), aos R$ 7,21, CSN (-5,45%), aos R$ 6,42, Cury (-3,08%), aos R$ 35,87, e Cogna (-3,03%), aos R$ 3,20.

A possibilidade de o Ibovespa atingir a marca histórica de 200 mil pontos em breve reflete o otimismo com as negociações internacionais e o desempenho de setores de peso na economia, disse Gabriel Brondi, sócio da The Link Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele destacou que o mercado está atento aos movimentos geopolíticos e ao impacto nas ações brasileiras: “A gente viu hoje Vale, Petrobras performando muito bem, bancos também. Existe um otimismo agora no mercado em relação a essa negociação que vai acontecer entre Estados Unidos e Irã. Acredito que a gente tem aí uma possibilidade realmente de bater os 200 mil pontos em breve, se tudo correr bem na negociação deste final de semana”.

Sobre o câmbio, o especialista explicou que a combinação de juros altos e exportações favorece o real, com o dólar próximo de R$ 5,00: “A gente tem uma taxa de juro real ainda muito alta, atrativa para o investidor estrangeiro, que costuma colocar capital aqui. Além disso, as commodities estão sendo vendidas a preços elevados, o que traz dólar para cá e fortalece a nossa moeda, especialmente com a redução da aversão ao risco mundial nos últimos dias”.

Em relação ao mercado de energia, Gabriel Brondi ponderou que, embora o barril do tipo Brent tenha recuado para US$ 94 (R$ 472,82), o cenário para o petróleo permanece incerto. “O petróleo foi para os US$ 100 (R$ 503,00) esperando uma escalada de tensão, mas o acordo de cessar-fogo por duas semanas trouxe um alívio momentâneo. Se o acordo for confirmado e durar mais tempo, o preço pode até voltar para a casa dos US$ 80 (R$ 402,40), mas até lá o mercado seguirá estressado e monitorando o Estreito de Ormuz”.

O economista da The Link Investimentos também demonstrou preocupação com o índice de inflação de 0,88% registrado em março, que eleva o acumulado para 4,14% em 12 meses. “Assusta bastante, principalmente por termos uma taxa de juros nominal de 14,75%, um patamar bem elevado onde a inflação não deveria estar descontrolada a esse ponto. Isso complica a vida do Banco Central, que tem a tarefa de manter a estabilidade de preços e o máximo emprego em um cenário de incertezas externas”.

Por fim, ele alertou que o cenário inflacionário pode influenciar a condução da política monetária no Brasil nos próximos meses. “O mercado está monitorando de perto porque a inflação pode fazer com que a próxima decisão do Banco Central seja mais dura, mantendo os juros elevados por mais tempo. O que fez preço hoje foi o cenário externo, mas não podemos deixar de estar atentos aos indicadores internos que impactam a economia”.

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