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CNBCAmazon perde US$ 450 bilhões em valor de mercado durante sequência histórica de quedas; entenda o porquê

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Impacto do carnaval no comércio é mais modesto, diz especialista

Publicado 18/02/2026 • 21:34 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A ACSP detalhou as projeções para o Carnaval, apontando um crescimento de 8.5% no movimento em relação ao ano anterior.
  • Em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, o economista Ulisses Ruiz de Gamboa ressaltou que, embora a euforia tome conta das ruas, o benefício financeiro não atinge o varejo de forma uniforme.
  • Ele pontuou que "o carnaval em si não é uma data tão boa para o comércio como um todo, estamos falando de nichos muito específicos, como supermercados e adereços, enquanto o grande setor movimentado é o de serviços".

Nesta quarta-feira (18), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) detalhou as projeções para o Carnaval, apontando um crescimento de 8.5% no movimento em relação ao ano anterior. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o economista Ulisses Ruiz de Gamboa ressaltou que, embora a euforia tome conta das ruas, o benefício financeiro não atinge o varejo de forma uniforme.

Ele pontuou que “o carnaval em si não é uma data tão boa para o comércio como um todo, estamos falando de nichos muito específicos, como supermercados e adereços, enquanto o grande setor movimentado é o de serviços”.

A circulação de recursos durante os dias de folia é robusta, especialmente na capital paulista, que concentra a maior parte da atividade econômica do estado. Estima-se que a festa injete cerca de R$ 2,5 bilhões na economia de São Paulo, alcançando aproximadamente R$ 8 bilhões em todo o território nacional.

Gamboa destacou a magnitude desses números ao afirmar que “é uma data que movimenta bastante, mas para o varejo propriamente dito, o impacto acaba sendo menor se comparado ao setor de turismo e hotelaria”.

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O planejamento das empresas começa muito antes dos primeiros blocos ganharem as avenidas, com reflexos no consumo das famílias logo após as celebrações de fim de ano. Setores como hospedagem e transporte lideram a captura desse capital, consolidando o carnaval como a principal data para o mercado de fantasias e adereços.

Sobre esse ciclo, o economista comentou que “o impacto é sentido já no começo do ano e, para esses segmentos, o primeiro lugar seria realmente o carnaval, superando até datas em crescimento como o Halloween”.

A consolidação dos blocos de rua no calendário oficial da cidade levanta questões sobre os limites da infraestrutura urbana e a capacidade de expansão do evento. Com o aumento do número de desfiles, a gestão municipal enfrenta o desafio de equilibrar a diversão com a logística da cidade para manter o fluxo de visitantes. Ulisses alertou que “essa questão da infraestrutura é algo que tem que ser planejado de forma detalhada, pois realmente estamos notando esse crescimento e acho que existem limites naturais para esse tipo de expansão”.

Por fim, o cenário de patrocínios e investimentos demonstrou uma maturidade relevante, com uma maior diversificação de marcas que buscam associar sua imagem à maior festa popular do mundo.

Passada a folia, o mercado já volta seus olhos para a Páscoa, embora a grande expectativa do varejo tradicional esteja no Dia das Mães. Gamboa observou que “houve uma diversificação dos patrocinadores que se interessam pela data, mas o comércio agora foca na Páscoa, aguardando mesmo a grande data do semestre”.

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