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Mercado financeiro vê terça-feira do STF como divisor de águas antes da decisão do Fed, diz economista

Publicado 13/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • Economista diz que julgamento de terça-feira no STF pesa mais no mercado do que a decisão do Fed
  • Bolsa e câmbio já precificaram vazamentos do caso Dark Horse, segundo Alex André
  • Insegurança jurídica no STF pode afastar investidor estrangeiro do mercado brasileiro, avalia economista

O mercado financeiro trata a sessão de terça-feira (15) do Supremo Tribunal Federal (STF) como o momento mais decisivo da semana, à frente até da decisão de juros do Federal Reserve, marcada para quarta-feira (16). A avaliação é do economista Alex André, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC durante plantão especial sobre a crise institucional no STF e seus reflexos econômicos.

O Ibovespa fechou a sexta-feira (12) em queda de 0,56%, aos 187 mil pontos, enquanto o dólar subiu a R$ 5,12. Segundo André, o movimento reflete um ajuste técnico após a rápida recuperação recente da bolsa, somado a dados de inflação nos Estados Unidos que elevaram para mais de 80% a probabilidade precificada de alta de juros por lá.

Leia também: Constitucionalista projeta placar de 5×3 no plenário do STF a favor de Moraes no julgamento do dia 15; veja entrevista

Mercado já precificou vazamentos do caso Dark Horse

André afirmou que as informações já divulgadas sobre o Banco Master e sobre o caso Dark Horse, incluindo a quebra de sigilo relacionada às emendas de Mário Frias, já foram amplamente precificadas pelo mercado. Para o economista, o impacto direto dessas revelações sobre a queda recente da bolsa é apenas marginal.

Segundo ele, o estresse gerado pelos repasses ao filme Dark Horse, inicialmente negados e depois reconhecidos por Flávio Bolsonaro, já havia sido incorporado às pesquisas eleitorais, recaindo sobre o governo atual pela dificuldade em se distanciar do tema Banco Master. André citou pesquisas que mostram Flávio Bolsonaro à frente ou empatado com Lula dentro da margem de erro, inclusive superando o adversário no Polymarket.

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Mercado avalia julgamento de Fachin e Mendonça no dia 23

A partir de terça-feira, segundo André, o cenário se torna imprevisível. Ele citou dois julgamentos como focos de atenção do mercado, o relacionado a Alexandre de Moraes e outro envolvendo o ministro André Mendonça, previsto para quarta-feira (23). O economista mencionou que o movimento do ministro Edson Fachin preocupa investidores, já que Moraes deve assumir a presidência da corte no ano seguinte e poderia vir a julgar temas que lhe dizem respeito diretamente, o que o mercado já enxerga como possível antecipação estratégica da própria corte.

Insegurança jurídica ameaça investimento de longo prazo

Questionado sobre o risco de fuga de capital estrangeiro, André classificou o momento como a maior crise institucional da história do Supremo Tribunal Federal. Para o economista, o processo tende a afastar gradualmente a confiança de investidores, não apenas em bolsa, juros e câmbio, mas também em investimentos de longo prazo, como infraestrutura e parcerias público-privadas.

André lembrou que a corte está aproximadamente dividida ao meio entre opiniões divergentes sobre o mesmo tema, o que amplia a insegurança jurídica em um país que já convive com juros reais entre os mais altos do mundo e inflação acima da meta.

Sobre a chamada super quarta, que reúne a decisão de juros do Fed e a reunião do Copom, André avaliou que o mercado já precificou o corte de 0,25 ponto percentual na Selic e os dados econômicos que embasam a decisão americana. Para o economista, eventuais falas do presidente do Fed, Kevin Warsh, podem gerar volatilidade adicional, mas a sessão de terça-feira no Brasil deve superar a quarta-feira em importância para os negócios.

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