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Judiciário

Professor do Insper vê mais risco político no julgamento de Mendonça do que no de Moraes no STF

Publicado 13/09/2026 • 18:44 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Julgamento de Mendonça no dia 23 fica mais perto do primeiro turno e traz mais risco político, diz Chaia
  • Credibilidade de Moraes já caiu bastante e mercado já precificou desgaste do ministro, avalia professor
  • Turbulência em torno de Mendonça pode afetar oposição e candidatura de Flávio Bolsonaro, diz Chaia

O julgamento do ministro André Mendonça, marcado para quarta-feira (23), concentra mais risco político do que a sessão sobre Alexandre de Moraes, prevista para terça-feira (15), segundo o professor de Finanças do Insper e sócio da Carmel Capital, Alexandre Jorge Chaia. A avaliação foi dada em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC durante plantão especial sobre a crise institucional no STF.

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Crise é mais política do que judiciária, avalia Chaia

Para Chaia, o chamado custo Brasil reúne um conjunto de fatores que vai além do Judiciário, incluindo tributação, burocracia e dificuldade de se fazer negócios no país. Segundo ele, a atual crise institucional tem caráter mais político do que propriamente judiciário, já que o episódio ganhou repercussão por estar inserido em um ambiente político mais amplo, com uma carta divulgada em apoio ao ministro Edson Fachin reforçando a demanda da sociedade por transparência nas investigações.

O professor destacou que o caso Master evidenciou mecanismos que atravessam diferentes esferas de poder, incluindo Judiciário federal, Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional e governos estaduais, o que já gerava desconfiança sobre o ambiente de negócios no Brasil antes mesmo da crise atual se intensificar.

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Mercado já precificou desgaste de Moraes

Chaia explicou que a ausência de uma queda mais acentuada na Bolsa de Valores de São Paulo e no câmbio se deve ao fato de a crise ter se espalhado por todo o espectro político, atingindo governo, oposição, Congresso e ministros do Supremo, o que evita que investidores associem o problema a um único lado. Segundo ele, a candidatura de Flávio Bolsonaro chegou a ganhar força nesse contexto, enquanto declarações do presidente Lula sobre disciplina fiscal ajudaram a melhorar a percepção do mercado.

Sobre o caso Banco Master, o professor avaliou que a confiança da população no sistema financeiro não foi abalada, já que a atuação do Fundo Garantidor de Créditos protegeu poupadores e pequenos investidores, restando maior exposição apenas aos grandes investidores acima do limite garantido. Para Chaia, o episódio deve resultar em maior rigidez regulatória do Banco Central sobre o sistema financeiro nos próximos dois anos.

Julgamento de Mendonça concentra maior risco político

Segundo o professor, a situação de Moraes já é dada como desgastada, com queda relevante de sua credibilidade já precificada pelo mercado. Já o julgamento de Mendonça, mais próximo do primeiro turno das eleições, deve concentrar a discussão sobre se o ministro usou o cargo e o caso Master para gerar efeito político, o que na avaliação de Chaia pode produzir mais turbulência para a oposição e para a candidatura de Flávio Bolsonaro às vésperas do primeiro turno.

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