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Em carta a Fachin, ex-ministros, juristas e empresários apoiam presidente do STF em meio à crise na Corte
Publicado 13/09/2026 • 18:01 | Atualizado há 31 minutos
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Publicado 13/09/2026 • 18:01 | Atualizado há 31 minutos
KEY POINTS
Agência Brasil
Um grupo formado por ex-ministros, juristas, economistas, empresários e representantes da sociedade civil entregou neste domingo (13) uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manifestando apoio à condução adotada pelo ministro diante da crise que envolve a Corte.
Com 198 assinaturas, o documento relaciona o momento vivido pelo Supremo às acusações que vieram a público nas últimas semanas e defende uma investigação rigorosa dos fatos. Os signatários classificam o episódio como “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e uma das mais graves da história republicana brasileira.
O texto chega a Fachin dois dias antes da sessão plenária marcada para terça-feira (15), em meio aos desdobramentos das revelações envolvendo integrantes do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O grupo defende que a sessão seja pública e que as investigações tenham ampla transparência.
Leia também: Crise no STF: ministros pressionam Fachin por adiamento de sessão sobre Moraes
Entre os nomes que assinam a manifestação estão Pedro Malan, Pedro Parente, José Eduardo Martins Cardozo, Armínio Fraga, Pérsio Arida, Luciano Coutinho, André Lara Resende, Miguel Reale Jr., José Carlos Dias, Ana Carla Abrão, Fabio Barbosa, Horácio Piva e Oscar Vilhena Vieira, além de representantes de diferentes setores da sociedade.
Além de apoiar a apuração das acusações, os signatários argumentam que a saída da crise não deve se limitar às investigações em andamento. A carta propõe reformas institucionais urgentes no Supremo, com medidas destinadas a ampliar a atuação colegiada, reduzir conflitos de interesse e aumentar a transparência.
O documento também sustenta que a jurisdição do STF não pode ser submetida a “interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica” e relaciona a recuperação da confiança na Corte à eventual responsabilização de quem tenha violado a legislação ou as obrigações decorrentes do cargo.
Leia também: Defesa de Vorcaro pede a Fachin filtro em dados do celular para preservar informações íntimas
Veja a íntegra da carta
A S. Ex.ª o Ministro Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal
Brasília, 13 de setembro de 2026
Senhor Ministro Presidente,
Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas.
Para isso, é fundamental assegurar ampla transparência às investigações e à sessão plenária marcada para o próximo dia 15 de setembro, que deve ocorrer de forma pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Estamos vivendo a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana. A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia.
Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes.
O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional.
Respeitosamente,
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