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Crise no STF: ministros pressionam Fachin por adiamento de sessão sobre Moraes
Publicado 13/09/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/09/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 meses
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Agência Brasil
A crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou às vésperas do julgamento sobre os indícios de uma relação suspeita entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ministros de diferentes alas da Corte pressionaram o presidente do tribunal, Edson Fachin, pelo adiamento da sessão, mas ele resistiu aos apelos e manteve o julgamento para a próxima terça-feira (15).
A tentativa de postergar a análise do caso ocorreu em meio a uma troca de ofícios que ampliou as divergências dentro do Supremo nos últimos dias. Ministros aliados de Moraes solicitaram acesso ao conteúdo integral das investigações sobre o Banco Master, conduzidas no STF sob a relatoria de André Mendonça.
Mendonça, porém, disponibilizou apenas parte do material. O ministro argumentou que a abertura de todas as informações poderia prejudicar o andamento das investigações. A decisão provocou reação da ala próxima a Moraes, que passou a acusar o relator de divulgar os documentos de maneira seletiva.
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A pressão para que Fachin retire o julgamento da pauta não partiu apenas de ministros próximos a Moraes. Integrantes da Corte que estariam dispostos a votar pela abertura de uma investigação contra o colega também defenderam que a análise seja realizada em outro momento.
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Siga o Times | CNBCEntre esses ministros, há preocupação de que uma discussão aberta sobre o caso aprofunde a crise no STF e aumente a tensão política no país às vésperas das eleições presidenciais. Uma das alternativas discutidas nos bastidores seria transferir o julgamento para novembro.
A movimentação busca evitar também que o julgamento avance em uma sessão considerada de alto potencial de confronto entre os ministros. O caso expôs divergências internas sobre a condução das investigações e sobre o acesso às informações reunidas pela Polícia Federal.
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Com Fachin mantendo o julgamento na pauta, ministros próximos a Moraes passaram a discutir uma estratégia para interromper a análise logo no começo da sessão. O plano é apresentar um pedido de vista antes que qualquer integrante da Corte profira seu voto.
Mesmo um eventual pedido de vista, porém, pode não impedir um confronto durante a sessão. Ministros alinhados a Mendonça podem antecipar seus votos antes da interrupção do julgamento, movimento que poderia levar integrantes da ala oposta a responder imediatamente e abrir espaço para discussões mais duras no plenário.
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