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Master Capixaba: ex-CEO, Fernando Cinelli, formaliza renúncia a cargos na Apex Partners e contesta inclusão de empresas em ação cautelar
Publicado 26/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
O empresário Fernando Kulnig Cinelli formalizou a renúncia a cargos de administração, direção, gerência e representação que ainda constem em seu nome em empresas do Grupo Apex.
A medida foi apresentada à Justiça por meio de petição na 7ª Vara Cível de Vitória e acompanhada de uma notificação extrajudicial dirigida à Apex Partners, à ABM Partnership Investimentos e Participações Ltda. e às demais sociedades do conglomerado.
A petição tramita no processo nº 5037727-26.2026.8.08.0024, uma ação de produção antecipada de provas na qual Cinelli figura como requerente. O documento obtido pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC informa que a renúncia terá efeitos retroativos a 5 de agosto, data em que, segundo a defesa, ele deixou de exercer as funções que ocupava no grupo.
Leia também: Master Capixaba: debêntures da Apex Partners estão concentradas em cerca de 15 grandes investidores
A notificação afirma que, em 5 de agosto, uma deliberação do Conselho de Administração da Apex Partners determinou o afastamento de Cinelli da presidência e do próprio conselho. Segundo o documento, a ata também estabeleceu o “afastamento imediato de toda e qualquer função de administração e representação, com revogação de mandatos e poderes”.
No dia seguinte, a companhia tornou pública a mudança e informou que Marcelo Murad assumiria a presidência de forma interina. A notificação sustenta que, desde o afastamento, Cinelli deixou de ter acesso a sistemas, contas de e-mail, documentos e demais informações das empresas e não participa de decisões operacionais, financeiras ou societárias.
Apesar disso, o documento afirma que o empresário ainda aparece formalmente como administrador, diretor, conselheiro ou representante legal em parte das mais de 150 sociedades que, segundo a própria notificação, integram o Grupo Apex.
A petição apresentada ao Judiciário resume a medida como uma renúncia a “todo e qualquer cargo de administração, direção, gerência ou representação” que ainda esteja registrado em seu nome.
Na notificação, Cinelli também afirma não ter autorizado nem participado da inclusão de sociedades do Grupo Apex no polo ativo do processo nº 5036987-68.2026.8.08.0024, ajuizado em 6 de agosto, um dia após seu afastamento.
O documento questiona a presença de empresas que, segundo o empresário, seriam financeiramente solventes — possuem mais recursos do que dívidas — em uma ação cautelar. A notificação afirma ainda que, de acordo com as informações levantadas por Cinelli, a inclusão das sociedades não teria sido precedida pela deliberação societária considerada necessária.
Por isso, ele declara que não autorizou, ratificou ou participou da decisão e afirma que não assume responsabilidade pelos efeitos da medida. As afirmações integram a manifestação apresentada pela defesa e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre a regularidade da inclusão das empresas ou sobre a situação financeira de cada uma delas.
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A crise que envolve a Apex Partners ganhou dimensão financeira, societária e judicial no início deste mês, após a identificação de um passivo bruto de R$ 985,6 milhões. O episódio resultou no afastamento de Cinelli da presidência. O ex-chefe do grupo é acusado de gestão temerária, má-fé e uso irregular de recursos.
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Siga o Times | CNBCEntre os princiapais pontos questionados estão a alegação de que a dimensão do endividamento teria sido ocultada de sócios e do mercado. As informações apresentadas também citam auditorias internas que teriam identificado pagamentos de obrigações pessoais de Cinelli com recursos corporativos entre 2023 e 2026.
Outro episódio mencionado é uma transferência de R$ 5 milhões da ABM Partnership para uma conta de titularidade de Cinelli. De acordo com as acusações, as movimentações consideradas suspeitas alcançariam aproximadamente R$ 28,3 milhões.
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Na notificação enviada ao Grupo Apex, Cinelli pede a retirada de seu nome de dos registros societários e cadastrais das empresas do grupo. O documento argumenta que a permanência dos registros poderia associá-lo a decisões e atos praticados depois de seu afastamento.
As empresas são cobradas a providenciar, em até 48 horas após o recebimento da notificação, a exclusão do nome de Cinelli de registros da Junta Comercial do Espírito Santo, Receita Federal, Comissão de Valores Mobiliários, demais cadastros públicos e instituições financeiras nas quais ele ainda figure como representante legal.
A notificação exige ainda que sejam apresentados comprovantes das providências adotadas. Em caso de ausência de resposta ou de cumprimento da solicitação, Cinelli afirma que poderá recorrer à Justiça e buscar a responsabilização civil de administradores e demais responsáveis pela manutenção dos registros.
Ao protocolar a notificação no processo de produção antecipada de provas, os advogados de Cinelli classificaram a formalização da renúncia como um fato ocorrido depois do ajuizamento da ação. Segundo a petição, a medida reforçaria a necessidade de análise do pedido de tutela de urgência já apresentado no processo.
O processo, de número 5037727-26.2026.8.08.0024, tramita na 7ª Vara Cível da Comarca de Vitória, não está sob segredo de Justiça e tem pedido de liminar ou antecipação de tutela. Entre as empresas listadas como requeridas estão a Apex Partners Gestão de Ativos, a ABM Partnership e outras sociedades ligadas ao grupo.
Leia também: Master Capixaba: ex-CEO contesta acusação de repasses irregulares e atribui valores a operações da empresa
Em nota, a defesa de Fernando Cinelli afirma que considera necessária uma apuração documental independente sobre os dados das empresas e sobre o fluxo de informações e decisões dentro da Apex.
Segundo a manifestação, a ação ajuizada por Cinelli tem como objetivo preservar e obter documentos que possam esclarecer o funcionamento das operações, além de identificar os centros de decisão e as respectivas responsabilidades.
A defesa afirma ainda que Cinelli “sempre exerceu sua posição executiva no grupo com seriedade e transparência” e reitera o compromisso com a apuração dos fatos.
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