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Nova avaliação do MEC ameaça o “mercado de ouro” das universidades: os cursos de Medicina

Publicado 19/01/2026 • 19:56 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram abaixo da qualidade exigida pelo Ministério da Educação; desses, 99 estão sujeitos a penalidades, que podem incluir redução do número de vagas ou outras medidas regulatórias, em razão do desempenho insuficiente.
  • O Brasil é o segundo país com o maior número de faculdades de medicina do mundo, atrás apenas da Índia.
  • Medicina é a "joia da coroa" das grandes holdings de educação (como Afya, Yduqs e Cogna) devido ao alto valor das mensalidades e à baixa evasão.

Marcelo Camargo / Agência Brasi

Universidades brasileiras que oferecem cursos de Medicina estão em alerta com os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram abaixo da qualidade exigida pelo Ministério da Educação, responsável pelo exame – ou seja, 30% dos cursos de Medicina ofertados foram mal avaliados e, segundo as regras do MEC, pode ser punidos.

Os 107 cursos mal avaliados obtiveram notas 1 e 2 no exame. Desses, 99 estão sujeitos a penalidades, que podem incluir redução do número de vagas ou outras medidas regulatórias, em razão do desempenho insuficiente.

O fato pode gerar uma pressão sobre o mercado de cursos de Medicina no Brasil, um dos mais robustos e lucrativos do setor de educação privada. O Brasil é o segundo país com o maior número de faculdades de medicina do mundo, atrás apenas da Índia.

Dados compilados de estudos como o Demografia Médica no Brasil 2023 (coordenado pela Faculdade de Medicina da USP – FMUSP, em parceria com a AMB); do site especializado EscolasMedicas.com.br; do Conselho Federal de Medicina; e consultorias especializadas em Educação,  apontam que existem atualmente cerca de 390 a 400 faculdades de Medicina em funcionamento no Brasil, e o números de vagas abertas anualmente supera as 42 mil.

Houve ainda uma explosão no número de cursos nas últimas duas décadas – em 2000, eram cerca de 100 escolas; hoje, esse número quadruplicou.

Medicina é a “joia da coroa” das grandes holdings de educação (como Afya, Yduqs e Cogna) devido ao alto valor das mensalidades e à baixa evasão. Só no setor privado, as mensalidades variam significativamente, mas a média nacional gira entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, com algumas instituições de elite ultrapassando os R$ 15 mil.

Já segundo os Relatórios de Relações com Investidores (RI) da Afya Ltd (Nasdaq: AFYA) e Ânima Educação (Inspirali), estima-se que o mercado de graduação em Medicina movimente mais de R$ 30 bilhões por ano apenas em mensalidades no setor privado. Um único aluno de medicina representa uma receita bruta de R$ 600 mil a R$ 1 milhão para a universidade ao longo dos seis anos de curso.

Nos documentos de “Investor Day”, essas empresas utilizam o conceito de LTV (Lifetime Value) para mostrar aos acionistas que um aluno de medicina, ao longo de 72 meses (6 anos), garante uma receita previsível e milionária, o que torna o curso o ativo mais valioso do portfólio dessas companhias.

Reação

A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) disse, em nota, que análises preliminares realizadas por instituições em todo o País indicam divergência entre os dados reportados como insumo em dezembro de 2025 e os divulgados nesta segunda-feira, 19, pelos Ministério da Educação (MEC) no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Segundo a entidade, é preciso aguardar esclarecimentos do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) “antes de se manifestar de forma conclusiva sobre os números apresentados”.

Na semana passada, a Justiça havia indeferido um pedido da Anup para barrar a divulgação dos resultados, realizada hoje pelo MEC. A associação argumentava que o exame tinha fragilidades técnicas e falta de transparência na metodologia estatística.

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