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Nova linha de crédito consignado pode impulsionar a economia brasileira; entenda
Publicado 13/03/2025 • 18:37 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 13/03/2025 • 18:37 | Atualizado há 1 ano
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A nova linha de crédito consignado, chamada “Crédito do Trabalhador”, voltada para trabalhadores CLT e MEI, foi lançada pelo governo federal na última quarta-feira (12). A Medida Provisória que institui essa linha de empréstimo foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem como objetivo aquecer a economia brasileira.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC — nesta quinta-feira (13), Tabaré Acosta, CEO da UY3, comentou sobre o impacto da nova linha de crédito disponíveis para os trabalhadores.
Acosta acredita que a iniciativa do governo tem um grande potencial de impacto econômico.
“Acho que é uma tentativa do governo de democratizar o crédito no país. Estamos falando de 47 milhões de trabalhadores no regime CLT. No modelo atual, apenas cerca de 3,8 milhões utilizam esse tipo de crédito. Com o novo modelo, o Banco Central espera triplicar esse volume, injetando aproximadamente R$ 120 bilhões na economia”, explicou.
De acordo com o CEO, o novo modelo traz uma inovação importante ao permitir que o trabalhador solicite o crédito por meio da Carteira de Trabalho Digital.
“A partir desse canal, o trabalhador poderá se cadastrar e participar de um leilão onde os bancos oferecerão suas condições de crédito. Com mais competição, a tendência é a redução de custos e uma maior eficiência no serviço, beneficiando tanto a sociedade quanto a economia”, acrescentou.
Segundo Acosta, o novo ambiente gera mais segurança para as instituições financeiras.
“Atualmente, quando o trabalhador se desliga da empresa, sua dívida se torna um compromisso pessoal, o que pode aumentar os riscos de inadimplência. No novo modelo, caso o trabalhador mude de emprego, o desconto das parcelas continuará sendo feito diretamente na folha de pagamento, garantindo mais estabilidade para as transações financeiras”, explicou.
O CEO da UY3 destacou que esse modelo já é adotado no crédito consignado privado, no qual a empresa desconta diretamente a parcela do crédito da folha de pagamento do trabalhador.
“Agora, no novo formato, há outros participantes, como a Dataprev e a Caixa Econômica Federal, que atuarão como fontes pagadoras, repassando os recursos para as instituições financeiras. Apesar dos desafios operacionais, essa estrutura fortalece o sistema e reduz riscos”, afirmou.
Para Acosta, um dos desafios do novo modelo é a educação financeira dos trabalhadores.
“Hoje, muitas empresas de crédito consignado privado já tentam orientar os tomadores de crédito. Mas ainda há um trabalho a ser feito, tanto por parte do governo quanto dos empregadores, para garantir que os trabalhadores utilizem esse recurso de maneira consciente. A troca de uma dívida mais cara por uma mais barata traz um grande benefício social e fortalece a economia”, concluiu.
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