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Praga que atinge a laranja avança e força migração dos pomares cítricos no Brasil
Publicado 23/08/2025 • 09:00 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 23/08/2025 • 09:00 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Citricultura - Pomar de laranjas - Reprodução internet
A citricultura — setor que cultiva frutas como laranja, limão e tangerina — vive um dos momentos mais desafiadores de sua história. A expansão da doença conhecida como greening (Huanglongbing – HLB), causada por uma bactéria transmitida pelo inseto psilídeo-dos-citros, vem redesenhando o mapa da produção no Brasil.
Essa praga deixa as folhas amareladas, provoca deformação nos frutos e pode levar à morte da planta. Sem cura disponível, a única saída tem sido o controle permanente e o manejo rigoroso das lavouras. O inseto vetor do HLB mede poucos milímetros, mas é capaz de contaminar pomares inteiros. Ele se alimenta da seiva dos brotos novos, momento em que transmite a bactéria para a planta.
Tradicionalmente, a produção se concentrava no chamado Cinturão Citrícola, que engloba quase todo o estado de São Paulo, o Triângulo Mineiro e parte do sudoeste de Minas Gerais. Mas, diante da pressão da praga, os pomares têm migrado para novas áreas, como Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e o Distrito Federal. Esse movimento criou o Cinturão Citrícola Expandido (CCE), nova fronteira da citricultura nacional.
Pesquisadores da Embrapa e do Fundecitrus utilizam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para orientar essa migração. O sistema cruza dados de clima e solo para identificar áreas mais seguras ao plantio. Em regiões de maior risco, as perdas podem chegar a 40% da produção, devido a secas prolongadas, altas temperaturas e prejuízos na floração.
A mudança de região, no entanto, não resolve o problema sozinha. “Mudar de local não elimina a necessidade de monitoramento e manejo integrado do greening. É fundamental manter práticas contínuas de prevenção”, alertou Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB.
Entre as soluções testadas no campo para combater o inseto causador da doença estão os óleos essenciais NARÃ, LIIN e Mullach, que, quando aplicados junto aos inseticidas convencionais, aumentaram a eficiência de controle das ninfas (fase jovem do psilídeo) de 24,4% para até 90,8%.
“O ganho de eficiência é estratégico, porque protege os brotos jovens, que são a porta de entrada da praga”, explica Danilo Franco, da Farm Atac.
O manejo integrado combina:
Além da doença, o setor enfrenta incertezas comerciais. Apenas 30% da safra de laranja 2025/26 foi contratada até agora, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, ligado à Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), percentual inferior ao registrado em anos anteriores.
As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos também afetam o mercado. O suco de laranja foi poupado da tarifa de 40%, mas derivados importantes, como óleos essenciais e células cítricas, estão sujeitos a uma taxação de 50%.
Para mitigar riscos, produtores têm recorrido a:
Manter a produtividade também depende de uma fertilização equilibrada. O uso de fertilizantes líquidos de alta concentração melhora a absorção pelas plantas, reduz custos no médio prazo e ajuda a manter a qualidade dos frutos.
“Quando aplicados de forma eficiente, os fertilizantes líquidos são ponto de partida para obter produtividade, qualidade e rentabilidade”, afirma Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro.
O Brasil segue como o maior produtor de citros do mundo, mas o avanço da praga e a pressão do mercado internacional exigem adaptação. A combinação de novas áreas de produção, tecnologias digitais de monitoramento, manejo integrado e práticas de fertilização sustentável será decisiva para manter a liderança global.
A citricultura, vital para a balança comercial agrícola, se reinventa diante de sua maior ameaça, equilibrando rentabilidade, inovação e sustentabilidade.
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