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Operações da PF

Trump chama aliados à guerra pelo petróleo do mundo e promete abrir Ormuz ‘de um jeito ou de outro’

Publicado 14/03/2026 • 12:44 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • Trump convocou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido a enviar navios de guerra ao Estreito de Ormuz em conjunto com os Estados Unidos para garantir a reabertura da rota
  • O presidente americano prometeu bombardear a costa iraniana e afundar embarcações do Irã enquanto os aliados não chegam à região para garantir a segurança do Estreito.
  • Com Ormuz fechado, cerca de 9 milhões de barris de petróleo por dia seguem bloqueados, afetando diretamente os países mais dependentes do fluxo de energia do Golfo Pérsico.
Trump ameaça atacar o Irã com 20 vezes mais força se país fechar o Estreito de Ormuz

Foto: Daniel Torok/White House via Fotos Públicas

Donald Trump, presidente dos EUA

Donald Trump ampliou o escopo do conflito com o Irã neste sábado (14). Pelo Truth Social, o presidente americano convocou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido a enviar navios de guerra ao Estreito de Ormuz, a passagem que concentra cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e que o Irã tenta manter fechada desde o início da guerra.

De um jeito ou de outro, em breve abriremos o Estreito de Ormuz: aberto, seguro e livre“, escreveu Trump.

O apelo transforma o que começou como um conflito bilateral entre Washington e Teerã numa operação que o presidente americano quer tornar multilateral, distribuindo a responsabilidade militar entre os países que mais dependem do fluxo de energia que passa pelo Golfo Pérsico.

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Pressão sobre quem mais tem a perder

A escolha dos países citados por Trump não foi aleatória. China, Japão e Coreia do Sul estão entre os maiores importadores de petróleo do mundo e dependem diretamente das rotas do Golfo Pérsico para abastecer suas economias. França e Reino Unido, por sua vez, são aliados históricos dos Estados Unidos na OTAN e potências navais com presença consolidada no Oriente Médio.

“Muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra em conjunto com os Estados Unidos para manter o Estreito aberto e seguro”, escreveu Trump.

O presidente enquadrou o bloqueio iraniano como uma “restrição artificial” imposta por uma nação que, segundo ele, foi “completamente decapitada” militarmente.

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Bombardeios na costa e navios afundados

Enquanto aguarda a resposta dos aliados, Trump deixou claro o que os Estados Unidos farão sozinhos no intervalo. “Os Estados Unidos estarão bombardeando fortemente a costa e continuamente afundando barcos e navios iranianos”, escreveu, sem precisar quando ou em que escala essas operações começariam.

O presidente reconheceu que, apesar da destruição militar imposta ao Irã, o país ainda tem capacidade de causar danos pontuais na região. “É fácil para eles enviar um drone ou dois, soltar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance ao longo dessa hidrovia, por mais derrotados que estejam”, admitiu Trump na postagem.

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O gargalo que paralisa o mercado global

Ormuz é o ponto de passagem de cerca de 20% do petróleo e de 20% do gás natural liquefeito comercializados globalmente. Com o Estreito fechado, aproximadamente 9 milhões de barris por dia seguem bloqueados na região, volume que nenhuma reserva estratégica consegue repor no curto prazo.

O Brent já fechou acima de US$ 100 pelo segundo dia consecutivo, e analistas projetam preços ainda mais altos caso o bloqueio se prolongue.

A reabertura do Estreito é, portanto, a variável que o mercado de energia global mais acompanha. Enquanto Ormuz permanecer fechado, anúncios de liberação de reservas estratégicas, como os 400 milhões de barris mobilizados pela Agência Internacional de Energia, têm impacto limitado sobre os preços. Trump sabe disso, e a convocação dos aliados sinaliza que Washington não pretende carregar sozinho o peso militar e político de forçar a reabertura da rota.

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