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‘Tem que moer essa vagabunda’, diz Vorcaro a sicário sobre ex-funcionária
Publicado 04/03/2026 • 14:15 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 04/03/2026 • 14:15 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Montagem
As mensagens de WhatsApp entre Daniel Vorcaro e seu sicário, Luiz Phillipi Mourão, reveladas nesta quarta-feira (4) na decisão do ministro do STF André Mendonça, não se limitam ao plano de agredir o jornalista Lauro Jardim.
Os diálogos mostram que o banqueiro usava a mesma estrutura de intimidação contra ex-funcionários, um chefe de cozinha e até uma empregada doméstica.
O trecho mais violento envolve uma funcionária doméstica identificada apenas como Monique. Vorcaro relata a Mourão que ela o estaria ameaçando.
“DV: Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.” Mourão: “O que é para fazer?” DV: “Puxa endereço tudo.”
Mourão recebe a ordem de rastrear o endereço completo da empregada.
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Siga o Times | CNBCEm outro episódio, Mourão informa a Vorcaro que está monitorando um ex-funcionário e pergunta:
“Tem algum telefone alguma coisa assim para monitorar?”
Vorcaro manda levantar dados dos dois – o ex-funcionário e um chefe de cozinha a ele associado – e detalha a estratégia de intimidação:
“O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar.”
Leia também: ‘Belline está cobrando, paga?’ ‘Claro’: as mensagens que mostram como Vorcaro comprou o Banco Central por dentro
Os episódios seguem a mesma lógica documentada ao longo de toda a representação policial, Vorcaro identificava uma pessoa como ameaça ou inconveniência e acionava Mourão para rastrear, monitorar e, quando necessário, intimidar fisicamente. O executor era sempre o mesmo. O método também: dados pessoais primeiro, coação depois.
Para o ministro André Mendonça, esse conjunto de condutas, que inclui ainda o plano de agredir o jornalista Lauro Jardim num assalto forjado, caracteriza a operação de uma milícia privada a serviço de um único homem. Mourão foi preso nesta quarta-feira. Vorcaro também.
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