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Oxxo acelera expansão no Brasil mesmo no prejuízo e mira 1.000 lojas
Publicado 26/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas
Rede de supermercados de bairro OXXO Brasil
As lojas da Oxxo chegaram ao Brasil em 2020 e se espalharam rapidamente, quase como um fenômeno viral de expansão. O ritmo diminuiu recentemente, mas a ambição continua grande. Agora sob controle total da mexicana Femsa, a rede entra em uma nova fase e quer acelerar novamente o crescimento no país.
Ao fim de 2025, a Oxxo já somava 607 lojas em 24 cidades do Estado de São Paulo. Para 2026, a meta é abrir mais 100 unidades, ainda concentradas em território paulista.
O plano, no entanto, vai além. Em uma segunda fase, o CEO Jose Garza-Lagüera indicou que a empresa pode chegar a um ritmo de uma loja por dia, ampliando de forma agressiva sua presença no varejo de proximidade.
A estratégia segue uma lógica clara. No modelo de conveniência, escala não é apenas crescimento, é sobrevivência. E, no caso da Oxxo, é também a chave para sair do prejuízo.
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Apesar da expansão acelerada, a operação brasileira ainda não encontrou o ponto de equilíbrio financeiro.
Depois de registrar lucro de R$ 69,9 milhões em 2019-2020, quando operava apenas as lojas Shell Select, o Grupo Nós passou a acumular prejuízos. No exercício 2022-2023, o resultado negativo chegou a R$ 165,7 milhões.
A própria companhia reconhece que ainda não sabe exatamente qual é o número ideal de lojas para atingir o breakeven, mas estima que esse ponto esteja próximo de 1.000 unidades.
Na prática, isso significa que a empresa precisa continuar expandindo enquanto tenta melhorar a eficiência operacional.
“Não temos um número exato, mas provavelmente seja em torno de 1 mil lojas”, afirmou a direção da companhia.
O desafio é clássico no varejo. Crescer para diluir custos fixos, sem perder controle da operação.
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Para acelerar o caminho até a rentabilidade, a Oxxo aposta em dois pilares: ganho de eficiência e aumento de vendas nas lojas já abertas.
Segundo a companhia, indicadores operacionais vêm melhorando de forma relevante, especialmente em rotatividade de funcionários e custos de contratação, pontos críticos em um modelo intensivo em mão de obra.
A meta é operar com cerca de sete funcionários por loja, um nível considerado ideal para manter produtividade e controlar despesas.
Do lado das receitas, a estratégia é fortalecer categorias com maior margem. Alimentação e café aparecem como protagonistas, com cerca de 20% das vendas vindo desse segmento.
Na prática, a lógica é simples e bastante atual. A Oxxo vende conveniência e impulso. Aquela compra rápida, muitas vezes não planejada, que acontece no meio do dia.
Nas palavras da própria empresa, são “muitos e muitos pães de queijo vendidos”, além de bebidas e encontros informais que geram consumo imediato.
A nova fase da operação brasileira começa com a saída da Raízen da sociedade, deixando a Femsa como única controladora do negócio.
Segundo o CEO, a parceria foi importante no início, ajudando a estruturar o modelo, licenças e operação no país. Agora, a companhia acredita estar pronta para caminhar sozinha.
“Nos deu um tipo de treinamento, mas agora estamos muito empolgados para seguir sozinhos”, afirmou.
A empresa também começa a testar no Brasil serviços já consolidados no México, como cartões-presente e soluções financeiras, ampliando a proposta de valor das lojas.
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