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“Perderam o pudor”, diz Mendonça ao revelar proposta de “delação seletiva” de advogado do caso Master

Publicado 16/06/2026 • 19:40 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Durante julgamento do caso Master no STF, o ministro André Mendonça afirmou ter recebido de um advogado uma proposta de "delação seletiva" e criticou a abordagem: "Perderam o pudor".
  • Mendonça não revelou a identidade do advogado nem confirmou se ele estava ligado à defesa de Daniel Vorcaro, cuja proposta de delação foi rejeitada pela PGR e pela Polícia Federal.
  • O ministro também disse que recebeu uma cópia da proposta de colaboração premiada de Vorcaro, mas optou por não analisá-la por entender que a avaliação ainda não cabia a ele naquele momento.
A condução das análises técnicas relacionadas à Operação Compliance Zero passará a seguir o trâmite pericial regular da Polícia Federal, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Carlos Moura / SCO / STF

Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as prisões preventivas relacionadas ao caso Master, o ministro André Mendonça revelou ter sido procurado por um advogado que, segundo ele, sugeriu a realização de uma “delação seletiva”. Ao relatar o episódio em plenário, o magistrado criticou a abordagem e afirmou que alguns envolvidos no caso “perderam o pudor”.

O ministro não identificou o profissional nem esclareceu se ele tinha ligação com a defesa de Daniel Vorcaro, cuja proposta de colaboração premiada foi rejeitada recentemente tanto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto pela Polícia Federal.

A declaração foi feita durante um debate com o ministro Gilmar Mendes, que se posicionou pela revogação da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e apresentou críticas ao uso de acordos de delação premiada em investigações criminais.

Ao comentar o episódio, Mendonça fez questão de afastar qualquer relação com o criminalista José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, que participou das primeiras negociações envolvendo a tentativa de acordo de colaboração, mas posteriormente deixou a defesa.

“Não é o advogado que deixou o caso, o Juca, mas me chegou uma proposta por um advogado… perderam o pudor, ministro Gilmar. ‘Queremos fazer uma delação seletiva’. Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘não faço questão de delação, agora, delação seletiva, comigo não'”, afirmou Mendonça.

O ministro acrescentou que recebeu uma cópia da primeira proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro, mas optou por não examinar o conteúdo. Segundo ele, naquele momento a análise do material ainda não era de sua competência dentro do processo.

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