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Petróleo avança com temor de agravamento da crise entre Israel e Irã
Publicado 08/06/2026 • 18:18 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/06/2026 • 18:18 | Atualizado há 1 hora
Foto: Freepik
Como a crise do petróleo no Oriente Médio chega ao bolso do brasileiro?
Os contratos internacionais de petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira, 8, em alta, com o Brent avançando 1,25%, para US$ 94,25 por barril, e o WTI registrando ganho de 0,84%, a US$ 91,30. Durante o pregão, as cotações chegaram a disparar e o barril alcançou a região dos US$ 98, refletindo a renovação das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O mercado reagiu à retomada dos confrontos entre Israel e Irã após cerca de dois meses de relativa trégua. Na madrugada, a troca de ataques entre os dois países levou os preços do petróleo a subirem quase 5%, em meio a preocupações sobre possíveis impactos na oferta global de energia.
Teerã acusou os Estados Unidos de participação direta nas ações militares israelenses e advertiu que Washington será responsabilizado por qualquer escalada adicional do conflito. Em meio ao aumento das hostilidades, o governo iraniano suspendeu as operações nos principais aeroportos da capital, Teerã.
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou uma interrupção temporária dos ataques, mas afirmou que o Irã e o Hezbollah estão “mais fracos do que nunca” e ressaltou que a guerra ainda não chegou ao fim. Segundo a imprensa local, a pausa teria ocorrido após um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano declarou que Irã e Israel buscam um acordo de cessar-fogo e acrescentou que as negociações entre Washington e Teerã para um entendimento definitivo seguem avançando.
O prolongamento da crise também provocou revisões nas projeções para o setor energético. A Fitch Ratings elevou de neutra para positiva a perspectiva global para a indústria de petróleo e gás em 2026 e passou a estimar o Brent entre US$ 100 e US$ 110 por barril nos meses de junho e julho, considerando os efeitos do fechamento do Estreito de Ormuz sobre os fluxos globais de energia.
No domingo, a Opep+ anunciou um aumento de aproximadamente 188 mil barris por dia na produção de julho, marcando a quarta expansão mensal consecutiva da oferta. Ainda assim, o mercado continua focado nos riscos geopolíticos da região.
Analistas do Goldman Sachs estimam que as interrupções associadas às tensões no Estreito de Ormuz provocaram uma destruição de demanda entre 4 milhões e 5 milhões de barris por dia em abril. O volume equivale a uma redução de cerca de 4% a 5% do consumo global de petróleo em comparação com um cenário sem conflito.
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