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Preço da poliamida dispara quase 70% e indústria têxtil alerta para risco de paralisação
Publicado 20/11/2025 • 12:59 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 20/11/2025 • 12:59 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Poliamida mais cara pressiona custos e ameaça linhas de produção
A disparada no preço da poliamida 6, fio essencial para roupas esportivas, moda praia, lingerie e meias, acendeu um alerta em polos têxteis de todo o país. O insumo — totalmente importado, já que o Brasil não o produz — subiu de US$ 3 para US$ 4,97 por quilo, avanço de quase 70% que pressiona margens e compromete a continuidade de linhas de produção inteiras.
A poliamida é valorizada por características técnicas difíceis de substituir: toque suave, elasticidade, rápida secagem e alta resistência. Ela está presente em produtos que exigem desempenho, como leggings de alta compressão, biquínis, meias finas, moda fitness e peças de lingerie de acabamento premium.
Em Santa Catarina, maior polo de confecção do país, o impacto já é imediato. O estado reúne 178,7 mil empregos formais na indústria têxtil e de confecção, segundo a FIESC.
Renato José Benvenuti, vice-presidente da RVB Malhas, de Brusque, afirma que o novo patamar de preço não fecha a conta.
“O valor aplicado compromete a produção de volumes competitivos. Na prática, não será possível manter as linhas baseadas em poliamida em nosso portfólio”, diz.
Ele alerta para um efeito colateral já visível: a substituição de produtos nacionais por peças prontas importadas, sobretudo da Ásia, ampliando o risco de perda de competitividade.
A alta ocorre após o governo aplicar uma sobretaxa provisória sobre o fio estrangeiro, para efeitos antidumping. Para empresários, no entanto, a raiz do problema é estrutural: o Brasil não produz poliamida 6, e o setor depende exclusivamente de fornecedores externos.
Executivos também criticam o uso de preços de referência da poliamida 6.6, material mais caro e destinado a aplicações industriais diferentes, o que teria distorcido a formação de preços.
No Ceará, a preocupação é semelhante. Daniel Pereira de Souza, vice-presidente da CPS (DelRio), alerta para risco de desabastecimento: “Elevar o custo de um insumo sem equivalente nacional representa um grande risco para nossa produção.”
Em Joinville, a Diklatex confirma perda de ritmo. “Tivemos impacto direto no volume produzido em artigos que usam fios exclusivos da Huading, principal fornecedora do mercado nacional”, afirma Mauro de Oliveira Ferraz, gerente de Supply Chain. O desenvolvimento de novos produtos também foi afetado.
A crise não atinge apenas as empresas. Segundo a Abit, o setor têxtil e de confecção reúne 25,3 mil empresas, 1,3 milhão de empregos diretos e movimenta R$ 32,9 bilhões em salários e remunerações anuais.
Para Mohamed Amal, economista da FURB, o momento exige calibragem das decisões.
“Punir uma das principais fornecedoras de um insumo sem substituto local é arriscado. O resultado pode ser o oposto: mais custos, menor competitividade e perda de empregos”, afirma.
O CEO da LIVE!, Gabriel Sens, diz que o cenário ameaça uma cadeia que sustenta milhares de famílias.
“Qualquer decisão deve preservar a continuidade das operações, o emprego e a competitividade de um dos setores que mais geram renda no país.”
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