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Política Brasileira

Banco Master: pedido de CPI contra Moraes e Toffoli atinge número de assinaturas necessárias para investigação

Publicado 09/03/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 minutos

KEY POINTS

  • O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou ter reunido 29 assinaturas – acima das 27 necessárias – para protocolar uma CPI no Senado destinada a investigar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no escândalo do Banco Master.
  • Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam conversas com Alexandre de Moraes e também levantam questionamentos sobre vínculos de empreendimento de familiares de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master.
  • A iniciativa ocorre em meio à pressão da oposição no Senado, que também articula pedidos de impeachment de ministros do STF, enquanto caberá ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, decidir sobre eventual andamento.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que alcançou, nesta segunda-feira (9), o número mínimo de apoios para apresentar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado destinada a investigar as condutas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no escândalo envolvendo o Banco Master.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que alcançou, nesta segunda-feira (9), o número mínimo de apoios para apresentar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado destinada a investigar as condutas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no escândalo envolvendo o Banco Master. Para protocolar o requerimento são necessárias 27 assinaturas, e até a tarde desta segunda já haviam sido reunidos 29 apoiamentos.

Informações obtidas a partir do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele mantinha conversas com Alexandre de Moraes. Reportagem do Estadão também revelou a ligação de um empreendimento de familiares de Dias Toffoli com fundos associados ao Banco Master, instituição ligada ao empresário.

Apesar de afirmar ter alcançado o número mínimo necessário, Alessandro Vieira disse que pretende continuar recolhendo assinaturas antes de protocolar oficialmente o pedido de investigação no Senado.

Leia também: “Sem paralelo e desproporcional”. Mercado jurídico questiona valores pagos pelo Master à mulher de Alexandre de Moraes

Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, afirmou o senador. Segundo ele, “o Brasil só será uma verdadeira República democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei”.

A iniciativa é liderada pela oposição no Senado Federal, que tem conduzido a ofensiva contra os dois ministros do STF. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, assinou o requerimento apenas após o mínimo de 27 assinaturas já ter sido alcançado, sendo responsável pela 29ª adesão. O parlamentar vinha sendo pressionado nas redes sociais para apoiar a proposta.

Também nesta segunda-feira, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) anunciou que pretende protocolar um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.

Caso o pedido seja formalizado, será o décimo requerimento de impeachment de ministro do STF apresentado no Senado apenas neste ano. Alexandre de Moraes já foi alvo de um desses pedidos, baseado em revelação do jornal O Globo sobre a existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher de Moraes.

Leia também: TCU analisa pedido do Senado por dados sobre fiscalização do Banco Master pelo BC

De acordo com parlamentares da oposição, um décimo primeiro pedido de impeachment deverá ser apresentado em seguida. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que pretende protocolar nova solicitação na terça-feira (10).

Os outros oito pedidos já apresentados neste ano têm como alvo o ministro Dias Toffoli, também com questionamentos sobre a suposta proximidade do magistrado com o Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Pela legislação brasileira, pedidos de impeachment contra ministros do STF são analisados pelo Senado Federal. Cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se haverá ou não abertura do processo.

Dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro indicam ainda que o banqueiro prestava informações a Alexandre de Moraes sobre negociações para a venda do Banco Master e mencionam possíveis conversas relacionadas a um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

Leia também: PF detalha os 4 núcleos de atuação criminosa ligados a Vorcaro; veja como funcionavam

Outras mensagens mostram que Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados de um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. Segundo os registros, o ministro teria determinado que o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, fosse “bloqueado” do evento, decisão que o banqueiro encaminhou aos organizadores.

Para preservar o sigilo das conversas, Vorcaro e Moraes utilizavam o recurso de mensagens com visualização única. Por esse motivo, as respostas atribuídas ao ministro não ficaram registradas, enquanto anotações feitas pelo dono do Banco Master permaneceram armazenadas no histórico do aparelho celular.

Veja os senadores que assinaram o pedido de CPI:

Alessandro Vieira (MDB-SE)

Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

Eduardo Girão (Novo-CE)

Magno Malta (PL-ES)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Sergio Moro (União-PR)

Esperidião Amin (PP-SC)

Carlos portinho (PL-RJ)

Styvenson Valentim (PSDB-RN)

Marcio Bittar (PL-AC)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Jaime Bagattoli (PL-RO)

Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

Damares Alves (Republicanos-DF)

Cleitinho (Republicanos-MG)

Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

Jorge Kajuru (PSB-GO)

Margareth BUzetti (PP-MT)

Alan Rick (Republicanos-AC)

Wilder Morais (PL-GO)

Izalci Lucas (PL-DF)

Mara Gabrilli (PSD-SP)

Marcos do Val (Podemos-ES)

Rogério Marinho (PL-RN)

Flávio Arns (PSB-PR)

Laércio Oliveira (PP-SE)

Dr. Hian (PP-RR)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

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