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PF detalha os 4 núcleos de atuação criminosa ligados a Vorcaro; veja como funcionavam
Publicado 09/03/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/03/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
PF detalha os 4 núcleos de atuação criminosa ligados a Vorcaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, na última quarta-feira (4), uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF) para investigar um esquema de fraudes bilionárias no sistema financeiro.
A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, após pedido da PF que apontou risco de interferência nas investigações.
Leia também: Caso Master: ‘Foi uma guinada de 180 graus’, diz advogado sobre nova fase da investigação
A operação resultou em quatro prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra investigados ligados ao chamado “caso Master”.
Entre os alvos está o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como responsável por coordenar a organização criminosa e manter interlocução com servidores do Banco Central.
Segundo a Polícia Federal, o grupo teria estruturado um esquema complexo que envolvia fraudes financeiras, corrupção de agentes públicos, ocultação de patrimônio e monitoramento ilegal de pessoas.
As investigações identificaram que o grupo operava de forma organizada e dividido em quatro frentes principais de atuação. Cada núcleo teria funções específicas para manter o funcionamento do esquema e dificultar a descoberta das irregularidades.
1. Núcleo financeiro
O primeiro deles é o núcleo financeiro. De acordo com a PF, essa área seria responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro.
O grupo organizaria operações e mecanismos para movimentar recursos de forma irregular, utilizando estruturas que permitiam ampliar o alcance das atividades ilegais.
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2. Corrupção institucional
Outro braço identificado é o núcleo de corrupção institucional. Segundo os investigadores, essa parte do grupo teria como objetivo cooptar servidores do Banco Central que atuavam na supervisão bancária.
A suspeita é que a aproximação com funcionários do órgão permitisse acesso privilegiado a informações e facilidades em processos regulatórios.
3. Ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro
O terceiro núcleo investigado é o de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. Conforme a Polícia Federal, empresas teriam sido utilizadas como intermediárias para movimentar recursos e esconder a origem dos valores obtidos com as fraudes.
Essas companhias seriam usadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e dar aparência de legalidade às operações.
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Na decisão, o ministro André Mendonça determinou a suspensão das atividades de cinco pessoas jurídicas supostamente ligadas ao esquema. Também foi autorizado o bloqueio de bens, direitos e valores das pessoas físicas e empresas envolvidas.
4. Monitoramento ilegal e obstrução de justiça
A investigação também aponta a existência de um quarto núcleo voltado à intimidação e obstrução de justiça. Segundo a PF, integrantes desse grupo realizariam monitoramento ilegal de diversas pessoas consideradas sensíveis para o esquema.
Entre os alvos desse acompanhamento estariam adversários comerciais, jornalistas, ex-funcionários e até autoridades públicas. A suspeita é que esse núcleo tivesse a função de identificar riscos e agir para evitar que informações comprometedoras chegassem às autoridades.
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Ainda de acordo com a Polícia Federal, foram identificados indícios de acessos indevidos a sistemas sigilosos de instituições públicas com função investigativa. Entre os órgãos citados estão a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até instituições internacionais como o FBI e a Interpol.
Além de Daniel Vorcaro, também tiveram a prisão preventiva decretada Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.

As investigações indicam que Mourão e Roseno teriam atuado na vigilância de pessoas e na obtenção de dados sigilosos em benefício do grupo chamado de “A Turma”.
O STF também determinou outras medidas cautelares contra investigados. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas no Banco Central e proibição de deixar o país.
Essas restrições atingem Paulo Sérgio Neves de Souza e Belinne Santana, além de Ana Cláudia Queiroz Paiva e Leonardo Palhares, apontados como responsáveis por pagamentos ao grupo.
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Segundo o ministro André Mendonça, os indícios reunidos pela PF indicam que a organização criminosa atuava de forma contínua. Para o relator, manter os investigados em liberdade poderia permitir a continuidade das atividades ilícitas e a destruição de provas relevantes para o caso.
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