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Produção de veículos recua 4,9% em junho ante mesmo mês de 2024, revela Anfavea
Publicado 07/07/2025 • 12:35 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 07/07/2025 • 12:35 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A produção de veículos teve queda de 4,9% no mês passado frente ao mesmo período de 2024, chegando a 200,8 mil unidades. Na comparação com maio, houve queda de 6,5% na fabricação de veículos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.
Divulgado nesta segunda-feira (7), pela Anfavea, a entidade que representa as montadoras, o balanço mostra que o primeiro semestre terminou com 1,23 milhão de veículos montados, número 7,8% acima do volume registrado nos seis primeiros meses do ano passado.
Num sinal de acomodação do mercado, as vendas do mês passado, de 212,9 mil veículos, recuaram 0,6% no comparativo com junho de 2024. Na margem, ou seja, de maio para junho, as vendas caíram 5,7%. Com isso, o crescimento no acumulado do ano caiu para 4,8%, com 1,2 milhão de veículos vendidos no primeiro semestre.
As exportações, por outro lado, continuam em alta, chegando a 50,7 mil veículos embarcados no mês passado. O número corresponde a um crescimento de 75% em relação a junho de 2024. Frente a maio, porém, houve queda de 1,7% nos embarques.
Desde o início do ano, 264,1 mil veículos foram exportados, com crescimento de 59,8% ante os seis primeiros meses de 2024. A Argentina é o principal destino das vendas de veículos ao exterior e vem puxando o resultado. O balanço da Anfavea mostra ainda que 462 vagas de emprego foram eliminadas nas montadoras em junho. O setor agora emprega 108,9 mil trabalhadores.
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Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Gustavo Bonini, afirmou que as vendas de caminhões no Brasil registraram queda pelo terceiro mês consecutivo, refletindo o impacto da alta dos juros sobre o setor automotivo.
“O consumidor, o transportador, o dono desses veículos, sabendo que o juro está alto, que não vai conseguir um financiamento que faça sentido para uma grande frota, acaba postergando a compra”, afirmou.
Segundo o executivo, o varejo do setor apresentou retração de 10%, resultado atribuído principalmente a dois fatores. O primeiro é o próprio encarecimento do crédito, que afeta a economia como um todo e, de forma mais sensível, o mercado de caminhões pesados, veículos de alto valor agregado. O segundo fator é o aumento da participação de veículos importados, que cresceram 15,6% no semestre, enquanto o mercado geral avançou 2,6%.
Bonini explicou que, apesar do bom desempenho de setores como agronegócio, mineração e construção civil, as vendas de caminhões pesados não acompanharam o ritmo. “No ano passado, os veículos pesados representavam 52% de todos os caminhões vendidos. Agora é 45%”, disse. A frota mais nova desses segmentos e as condições de crédito desfavoráveis contribuem para a decisão de postergar as compras.
A eletrificação do setor também foi destaque. Os veículos elétricos atingiram 10,6% dos emplacamentos, tendência que deve continuar nos próximos anos. Bonini ressaltou que o Brasil reúne condições para liderar a descarbonização global, combinando eletrificação e biocombustíveis.
No comércio exterior, a exportação de veículos cresceu, com a Argentina absorvendo 60% dos embarques brasileiros. “Todos os outros mercados mostram alguma estagnação, mas o volume da Argentina surpreendeu positivamente”, avaliou o vice-presidente.
A Anfavea informou que o setor mantém aproximadamente 100 mil empregos diretos, com a perda de 600 postos no período, número classificado por Bonini como uma relativa estabilidade. Considerando também os empregos indiretos, o setor automotivo reúne cerca de 1,3 milhão de trabalhadores.
As projeções para o segundo semestre serão revistas em agosto. A entidade avaliará o comportamento das exportações, a participação crescente de veículos importados e o efeito continuado da taxa de juros sobre o segmento de pesados. “A expectativa, no momento, é manter a projeção feita desde janeiro, com reavaliações pontuais”, concluiu.
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