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PGR vai decidir próximos passos de investigação contra Bolsonaro e Eduardo
Publicado 23/08/2025 • 10:57 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 23/08/2025 • 10:57 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
A semana que vem começa com a expectativa de uma decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve ditar os próximos passos na investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por suspeita de coação a autoridades do Judiciário e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A PGR terá até 15 dias para se pronunciar sobre o relatório da Polícia Federal, podendo decidir pela denúncia formal ao Supremo Tribunal Federal (STF), pelo arquivamento do caso ou pelo pedido de novas diligências.
Leia mais:
‘Carta à Argentina pode pesar, mas STF deve optar por cautela’, diz professora de Direito da USP sobre defesa de Bolsonaro
Defesa de Bolsonaro nega que ele buscou asilo na Argentina e violou medidas restritivas
Na sexta-feira (22), o STF recebeu a defesa de Jair Bolsonaro sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares. Os advogados negaram risco de fuga e argumentaram que o rascunho de pedido de asilo político à Argentina, de 2024, não pode ser interpretado como tentativa de evasão.
A defesa também sustentou que o ex-presidente não violou restrições ao usar o WhatsApp, afirmando que o aplicativo de mensagens não se enquadra no conceito de rede social proibido pela Corte.
O relatório da Polícia Federal, que motivou a manifestação da defesa, apontou que Bolsonaro e Eduardo atuaram em conversas e articulações políticas para tentar interferir no curso da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado. A PF enquadrou os dois em dois crimes:
Somadas, as penas podem chegar a 12 anos de prisão.
Após receber a defesa, o ministro Alexandre de Moraes deve encaminhar o processo para análise da PGR. Caberá ao procurador-geral Paulo Gonet decidir se há elementos para transformar a investigação em ação penal, pedir novas apurações ou arquivar o caso.
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