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Quem é o liquidante da Reag e por que o Banco Central optou pela liquidação extrajudicial

Publicado 15/01/2026 • 12:16 | Atualizado há 1 hora

Fachada Reag

Miguel Schincariol / AFP

Nomeado nesta quinta-feira (15) como liquidante da Reag, Antônio Pereira de Souza acumula uma longa trajetória ligada a processos de intervenção e liquidação no sistema financeiro brasileiro. Ex-servidor do Banco Central do Brasil por 24 anos, entre 1984 e 2008, ele será o responsável por conduzir a dissolução da gestora, agora rebatizada de CBSF DTVM,ao longo dos próximos anos.

A experiência mais relevante de Souza em liquidações ocorreu no caso do Banco Bamerindus. Embora o processo tenha sido iniciado em 1997, ele assumiu formalmente a função de liquidante apenas em 2008, substituindo Sérgio Rodrigues Prates. Souza permaneceu à frente do caso até o encerramento da liquidação, em 2014, quando o espólio do banco e de suas subsidiárias foi adquirido pelo BTG Pactual.

Antes disso, ainda como servidor do Banco Central, Souza participou de ao menos dois inquéritos relevantes envolvendo instituições financeiras. Em 1995, atuou em apuração contra o Banco Econômico, que teve liquidação extrajudicial decretada em 1996. Em 2004, participou de investigações relacionadas ao Banco Santos, liquidado pelo BC em 2005.

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Embora as informações sobre sua carreira no Banco Central sejam escassas em bases públicas, Souza é considerado um técnico especializado em processos de encerramento de instituições financeiras problemáticas. Formalmente, ele responde como responsável técnico pela liquidação da CBSF DTVM.

A função, no entanto, é exercida por meio da APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda., empresa que figura oficialmente como liquidante da gestora. Fundada em 2022, a companhia tem Souza como único sócio, capital social de R$ 20 mil e está registrada em um endereço residencial no bairro Boa Vista, em Curitiba (PR).

A liquidação extrajudicial da Reag foi decretada pelo Banco Central nesta quinta-feira, um dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de desvio de recursos e aquisição de ativos fraudulentos envolvendo o Banco Master, liquidado em novembro, e fundos administrados pela gestora.

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O Banco Central avaliou que a Reag atuou como facilitadora de ilícitos, além de ter cometido graves falhas em gestão de riscos, compliance e auditoria interna.

Segundo a autoridade monetária, o histórico da gestora representava risco de indisciplina no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e poderia afetar negativamente os mercados financeiro e de capitais. Diante desse cenário, o BC concluiu que medidas menos severas, como uma simples intervenção, seriam insuficientes para corrigir os problemas identificados, optando pela liquidação extrajudicial.

(*com informações do Estadão Conteúdo)

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