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Receita soma quase R$ 279 bilhões em abril com alta real de 7,82%
Publicado 21/05/2026 • 18:30 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 21/05/2026 • 18:30 | Atualizado há 4 semanas
A Receita Federal informou nesta quinta-feira (21) que a arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 278,823 bilhões em abril. O resultado superou a mediana das estimativas do mercado, de R$ 275 bilhões, e ficou dentro do intervalo projetado por analistas, entre R$ 270 bilhões e R$ 280,4 bilhões. Na comparação com março, quando foram arrecadados R$ 229,249 bilhões, houve um salto relevante no volume total.
Na base anual, a arrecadação teve expansão real de 7,82% em relação a abril de 2025, já descontada a inflação. Segundo a Receita, esse é o maior valor já registrado para meses de abril desde o início da série histórica, em 2000.
Entre os tributos, o IRPJ e a CSLL somaram R$ 64,893 bilhões, avanço real de 7,73%, sustentado por melhor desempenho no lucro das empresas e nas diferentes formas de apuração. A receita previdenciária atingiu R$ 62,749 bilhões, com alta real de 4,83%, apoiada pelo aumento da massa salarial e pela ampliação da base de contribuintes no Simples.
O IRRF incidente sobre rendimentos do capital totalizou R$ 13,262 bilhões, com crescimento real de 25,45%, influenciado principalmente por aplicações financeiras e juros sobre capital próprio. Já o IOF atingiu R$ 8,046 bilhões, alta de 30,26% acima da inflação, com impacto de operações de crédito e câmbio após mudanças nas regras tributárias.
No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação federal somou R$ 1,056 trilhão, avanço real de 5,41% ante o mesmo período de 2025, também o maior já registrado para o quadrimestre. O desempenho foi sustentado por diferentes frentes de receita, com destaque para previdência, consumo e operações financeiras.
No período, o PIS/Cofins totalizou R$ 205,578 bilhões, com alta real de 5,54%, acompanhando a recuperação gradual da atividade econômica. O IOF acumulado chegou a R$ 33,469 bilhões, crescimento de 40,77%, refletindo principalmente operações de crédito, seguros e câmbio. Já o IRRF sobre capital somou R$ 50,687 bilhões, alta de 21,68%, impulsionado por rendimentos de aplicações, fundos e juros sobre capital próprio.
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