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Reunião com EUA é uma ‘oportunidade de ouro, que o Brasil não pode desperdiçar’, afirma ex-secretário de Comércio Exterior
Publicado 29/09/2025 • 22:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 29/09/2025 • 22:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Divulgação.
Sanções e tarifas dos EUA ainda travam relação com o Brasil.
O Brasil e os Estados Unidos irão se reunir em breve para discutir as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, às exportações brasileiras. Analistas apontam que o Brasil pode ter que ceder em pontos estratégicos, como o etanol e o setor de minerais críticos, para tentar reduzir o impacto das barreiras comerciais entre os dois países.
Porém, para o ex-secretário de Comércio Exterior Roberto Gianetti, esta reunião é uma “oportunidade de ouro que o Brasil não pode desperdiçar”. Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele explicou que, mesmo que haja uma negociação, existe a possibilidade de as alíquotas não serem aplicadas por questões jurídicas enfrentadas pelos EUA.
Mesmo com essa chance, Gianetti defende que os países devem conversar, já que possuem vários temas “de grande interesse para os dois”, como os minerais críticos, que vão além das terras raras. “São 17 elementos minerais, dos quais três se destacam para baterias elétricas, mas há também outros — titânio, estanho, cobre, níquel — altamente importantes e estratégicos para a indústria aeroespacial e eletrônica, e que os Estados Unidos não têm outro fornecedor de peso além da própria China”, afirmou.
Além disso, ele destacou o etanol como um tema em comum entre Brasil e EUA, já que os dois juntos são os maiores produtores do mundo. Segundo Gianetti, em vez de competirem entre si, deveriam “cooperar para aumentar o consumo de etanol no mundo”.
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“Um lado de colaboração, de cooperação na expansão do mercado internacional de etanol faz muito mais sentido do que uma coisa mesquinha de ficar brigando por 3, 4 ou 5% na alíquota de etanol. Tem que ter grandeza nesse pensamento, olhando inclusive para a COP30 que está chegando, que pode ser uma grande plataforma de lançamento do etanol para vários países do mundo, inclusive a China”, explicou.
Sobre a recente aplicação de tarifas aos filmes estrangeiros, Gianetti afirma ser uma “bobagem” o que Trump está fazendo e que esta medida irá prejudicar a cultura americana e Hollywood. Ele também defende que o Brasil não deve retaliar estas tarifas já que “quem é o principal prejudicado na retaliação é o consumidor do produto”.
‘A retaliação é sempre um prejuízo para os dois lados, mas principalmente para quem consome’, Roberto Gianetti, ex-secretário de Comércio Exterior
Além disso, Gianetti comentou sobre a possibilidade de Trump “cantar vitória” caso chegue a um acordo com o Brasil. “Trump é um mestre em cantar vitória”, disse.
“Ele tem uma grande qualidade de ator em cena, de saber, inclusive, fazer com ironia, com um ar de superioridade. Faz parte do jogo dele. Aceitar que ele é assim é o jeito do presidente trabalhar. E, às vezes, a vitória não está em quem canta a vitória, mas em quem sabe, humildemente, reconhecê-la em silêncio”, finalizou.
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