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Taxas de juros sobem com preocupações fiscais após reforma do IR e produção industrial acima do esperado
Publicado 03/10/2025 • 22:32 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 03/10/2025 • 22:32 | Atualizado há 6 meses
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O avanço dos juros futuros, registrado nesta sexta-feira (03), reflete o aumento das preocupações fiscais após a aprovação do projeto de reforma do Imposto de Renda pela Câmara dos Deputados. O cenário também foi influenciado pelo resultado positivo da produção industrial em agosto, divulgado pelo IBGE, que superou as expectativas do mercado no período.
Os contratos de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 encerraram o dia em 14,105%, acima dos 14,092% do ajuste anterior. Para janeiro de 2028, a taxa passou de 13,454% para 13,510%. Já o DI para janeiro de 2029 subiu de 13,366% para 13,425%. No contrato para janeiro de 2031, o fechamento ficou em 13,615%, ante 13,562% do ajuste da véspera.
Segundo Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, o ambiente continuou impactado por rumores sobre estudos do governo para implementar redução ou gratuidade na tarifa de ônibus, alimentando a percepção de risco. Ele explicou que, mesmo com dificuldades para viabilizar a proposta, a possibilidade elevou a cautela dos investidores. “O dado veio bem mais forte do que o mercado estava esperando, com revisão para cima de números anteriores. Um número destes já teria tendência de pressionar a curva de juros e, num momento em que o mercado está mais sensível, a reação acaba sendo amplificada”, afirmou Leal.
Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe da EPS Investimentos, as apostas de queda de 25 pontos-base na Selic para janeiro diminuíram, passando de 48% para 44% de ontem para hoje. A estimativa para a Selic ao fim do próximo ano também aumentou, de 12,60% na quinta-feira (02), para 12,77%. Rostagno destacou que a produção industrial acima do esperado intensificou o movimento de alta dos DIs, já impulsionado pelas preocupações fiscais crescentes.
A semana terminou com aumento da inclinação da curva de juros, principalmente nos vencimentos mais longos. A equipe econômica do Santander avaliou que as discussões sobre a isenção do Imposto de Renda renovaram as incertezas fiscais e pressionaram o mercado de juros. Em relatório divulgado nesta sexta-feira (03), o Santander revisou para baixo suas projeções de inflação para 2025 e 2026, agora em 4,7% e 4,2%, mas manteve a previsão de que a flexibilização da política monetária só deve começar a partir de janeiro do próximo ano. Os economistas do banco consideram, porém, que a chance de adiamento desse início para março é “comparável”, diante do tom conservador do Copom e das projeções de inflação acima da meta do Banco Central.
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