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Uso de plano antitarifaço precisa ser ‘cirúrgico’ para impedir acesso indevido, diz economista
Publicado 13/08/2025 • 14:51 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 13/08/2025 • 14:51 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Após o anúncio do plano de contingência, o Money Times, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC conversou com o economista e professor da UnB, César Bergo, que avaliou a medida como positiva, mas ressaltou que seu uso deve ser “cirúrgico” para evitar que empresas sem real necessidade acessem os recursos. Ele afirma que, embora exista risco fiscal, o estímulo pode gerar crescimento econômico e ampliar a arrecadação.
“O mais importante é que o empresário que necessite avalie realmente, porque vai ter que pagar esse empréstimo, mesmo com taxa subsidiada. Agora, não há dúvida de que é necessário, sim, para que possam vencer essa crise momentânea”, pontua.
Bergo explica que pequenos produtores e setores como calçadista, têxtil e agronegócio precisam de atenção especial e de acesso a novos mercados. Ele também vê na crise uma oportunidade para aproximar o Brasil da Índia e fortalecer laços comerciais com China, África do Sul e Rússia, sem perder de vista a relação estratégica com os EUA.
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“O mais importante é descobrir mercados para esses produtos”, afirma Bergo, ao ser questionado sobre a duração ideal de um plano emergencial. Segundo ele, muitas decisões de exportação já foram tomadas desde o anúncio das tarifas de 50%, e 694 produtos ficaram de fora da medida. “As grandes corporações, de alguma forma, contornaram o problema, restando o médio e o pequeno produtor”, explica.
O professor destaca que alguns produtos, como mel e pescado, “precisam de tratamento especial”. Há expectativa de que também possam ser utilizados internamente, seja na merenda escolar ou em programas públicos.
Para Bergo, o foco agora é criar condições para que esses produtos encontrem novos mercados e para que os pequenos produtores recebam suporte adequado. “Esse segundo semestre será fundamental para encaminhar decisões e equalizar, sobretudo, o pequeno e o médio produtor, além do setor de calçados e do setor têxtil, que também têm impacto no agronegócio, devido ao algodão e ao couro”, finaliza.
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