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Polícia Federal pede suspeição de Toffoli no caso Master e eleva tensão no STF
Publicado 12/02/2026 • 11:32 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 12/02/2026 • 11:32 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A Polícia Federal pediu nesta quarta-feira (11) a suspeição do ministro Dias Toffoli no processo que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O pedido foi encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, após investigadores identificarem menções ao nome do ministro e conversas com ele no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o gabinete de Toffoli, a solicitação se baseia em “ilações” e será respondida formalmente à presidência da Corte. A defesa de Vorcaro afirmou que houve “vazamento seletivo de informações”.
A PF investiga o Banco Master desde 2024. Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição após a prisão de Vorcaro.
Dias depois, Toffoli foi sorteado relator da Operação Compliance Zero no STF. Em dezembro, determinou sigilo elevado sobre o caso e passou a exigir que a Polícia Federal submetesse à sua análise pedidos futuros de diligências.
A decisão ocorreu após a apreensão de documentos relacionados a um negócio envolvendo Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar, que possui foro privilegiado. Investigadores da PF defendiam que não havia elementos para deslocar o caso ao STF.
No mesmo dia em que foi designado relator, Toffoli viajou em jato particular para Lima, no Peru, acompanhado do empresário Luiz Oswaldo Pastore e do advogado Augusto Arruda Botelho, defensor de um ex-diretor do banco.
Posteriormente, o ministro marcou uma acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. A Procuradoria-Geral da República pediu a suspensão da audiência, mas teve o pedido inicialmente negado. Dias depois, Toffoli devolveu à PF a decisão sobre a realização do ato.
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Siga o Times | CNBCA crise se intensificou após revelações de que irmãos de Toffoli foram sócios em um resort no Paraná, empreendimento que teria recebido investimentos ligados a fundos associados ao Banco Master.
Toffoli confirmou ser sócio anônimo de empresa familiar que participou do negócio e afirmou que nunca recebeu valores do banqueiro nem mantém relação de amizade com ele.
Suspeição é o mecanismo jurídico usado para questionar a imparcialidade de um magistrado em determinado processo. Caso o pedido seja acolhido pelo STF, Toffoli será afastado do caso e o processo redistribuído a outro ministro.
O gabinete do ministro sustenta que a Polícia Federal não teria legitimidade para formular o pedido, por não ser parte formal no processo.
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