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Vorcaro teria sido pressionado por aportes em resort ligado a Toffoli e desembolsado R$ 35 milhões
Publicado 14/02/2026 • 16:20 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 14/02/2026 • 16:20 | Atualizado há 3 meses
Reprodução
Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enfrentou cobranças para efetuar pagamentos relacionados à compra de participação no resort Tayayá, empreendimento que teve como sócia a empresa Maridt Participações, ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, os diálogos apontam que Vorcaro autorizou repasses que somariam cerca de R$ 35 milhões ao empreendimento.
Leia também: Fábio Faria aparece como interlocutor entre Vorcaro e Toffoli em mensagens analisadas pela Polícia Federal
As mensagens, trocadas com o cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, mostram o banqueiro cobrando agilidade na execução dos pagamentos.
Em maio de 2024, Vorcaro questiona a situação dos aportes. “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu. Zettel respondeu que havia alinhado o prazo para a semana seguinte.
Na sequência, o cunhado apresenta uma lista de pagamentos para aprovação. Em uma das linhas consta “Tayaya – 15”, valor que, segundo a Polícia Federal, corresponderia a um repasse de R$ 15 milhões. Vorcaro respondeu: “Paga tudo hoje”.
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Em agosto do mesmo ano, o tema volta a aparecer nas conversas. Vorcaro questiona novamente se o pagamento havia sido concluído.
“Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”, escreveu.
Zettel afirma que os valores já haviam sido transferidos ao fundo responsável pelo empreendimento. Em resposta a um pedido de prestação de contas, detalha os aportes: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.
Os valores totalizam R$ 35 milhões, segundo interpretação da Polícia Federal.
Leia também: CPMI do INSS: Carlos Viana aciona STF para recuperar quebras de sigilo de Daniel Vorcaro
As investigações apontam que o fundo Arleen, que adquiriu participação no resort, integra uma cadeia de veículos financeiros associados ao grupo de Vorcaro.
O fundo seria controlado por Fabiano Zettel, cunhado do empresário, que também aparece como responsável por operacionalizar os repasses.
Esse modelo de estruturação financeira é um dos pontos sob análise das autoridades.
Leia também: Caso Master: Toffoli é sócio de empresa que negociou com fundo de cunhado de Vorcaro
O resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, teve participação da empresa Maridt Participações, sociedade que reúne Dias Toffoli e seus irmãos.
A entrada do fundo ligado ao grupo de Vorcaro ocorreu em setembro de 2021, quando a Maridt vendeu parte de sua participação no empreendimento.
Posteriormente, em fevereiro do ano passado, a empresa deixou definitivamente a sociedade, ao vender o restante das cotas a outro investidor.
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O empreendimento é um dos elementos que aparecem no contexto das investigações envolvendo o Banco Master e ajudaram a tensionar a relação entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal.
O caso levou o ministro Dias Toffoli a deixar a relatoria do inquérito que investiga o banco, em meio a questionamentos sobre possível conflito de interesses.
Até o momento, tanto Vorcaro quanto Toffoli não comentaram o teor das mensagens reveladas.
As apurações continuam em curso e envolvem não apenas os pagamentos ligados ao resort, mas também a estrutura financeira utilizada pelo grupo do Banco Master.
O caso se tornou um dos principais focos de atenção em Brasília, com potencial impacto jurídico e político, à medida que novas informações surgem e ampliam o escopo das investigações.
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