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Credibilidade não se mede em seguidores: o alerta necessário sobre a autoridade médica na era digital
Publicado 14/07/2025 • 20:58 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/07/2025 • 20:58 | Atualizado há 2 meses
Saúde
Unsplash
Vivemos um tempo em que a informação circula em velocidades e formatos nunca antes imaginados. Em poucos segundos, um vídeo mal explicado pode viralizar, e um perfil médico com milhões de seguidores pode se tornar referência nacional — mesmo que suas orientações não tenham nenhum respaldo científico. É nesse ambiente ruidoso que cresce uma confusão perigosa: a ideia de que fama equivale a autoridade. Não equivale. E precisamos falar sobre isso.
Ter visibilidade digital não significa ter consistência clínica. Há médicos com milhões de seguidores, parcerias comerciais e agendas lotadas — mas que propagam promessas milagrosas, opiniões descoladas das evidências e, em alguns casos, condutas que ferem princípios básicos da ética médica. Enquanto isso, profissionais que dedicam décadas à ciência, à pesquisa e ao atendimento ético seguem quase invisíveis no debate público.
O problema não está na presença digital em si. Pelo contrário: médicos bem-preparados e responsáveis têm muito a contribuir nas redes sociais. O problema está na substituição da qualificação pela performance. Quando curtidas, engajamento e seguidores se tornam a métrica principal de autoridade, corremos o risco de colocar vidas em risco.
Diferente de temas como entretenimento ou opinião, a saúde exige um nível de responsabilidade muito mais alto. Uma recomendação equivocada, um tratamento desnecessário ou uma omissão crítica podem custar caro. Literalmente.
Por isso, é fundamental que o público — e também os veículos de comunicação — saibam reconhecer as diferenças entre popularidade e credibilidade. O médico que se expõe não pode se eximir da responsabilidade de ser técnico, ético e honesto. E o jornalista que cobre saúde não pode tratar esse campo com o mesmo olhar aplicado a uma tendência de moda ou a um lançamento de aplicativo.
Nesse cenário, cresce a importância do jornalismo especializado e das agências comprometidas com a curadoria de conteúdo técnico. Não se trata de burocracia ou academicismo excessivo — trata-se de responsabilidade. Toda informação publicada sobre saúde precisa ter lastro científico, revisão criteriosa e, acima de tudo, respeito à complexidade do que está sendo tratado.
A imprensa qualificada tem o dever de ser um filtro entre a ciência e a sociedade. Não para restringir o acesso à informação, mas para garantir que essa informação seja segura, contextualizada e verdadeira. É um trabalho que exige tempo, escuta ativa de especialistas, revisão constante de evidências e, por vezes, a coragem de dizer “não” a temas que ainda não têm comprovação suficiente.
É fácil ganhar visibilidade quando se fala o que as pessoas querem ouvir. Muito mais difícil é manter o respeito quando se fala o que a ciência permite afirmar. A autoridade médica não nasce de viralizações. Ela se constrói com base em formação sólida, experiência clínica, atualização constante e um compromisso irrenunciável com o bem-estar do paciente.
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Na dúvida, o melhor critério segue sendo o mais antigo: pergunte-se sempre de onde vem a informação. Quem a produziu? Com base em quê? Há respaldo científico? Há transparência? Se a resposta for “não sei”, é melhor não compartilhar.
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