Governo e Congresso veem com alívio anúncio de Trump sobre tarifas
Publicado 03/04/2025 • 09:11 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 03/04/2025 • 09:11 | Atualizado há 1 dia
Fachada do Congresso Nacional, em Brasília.
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
Integrantes do governo e do Congresso viram com certo alívio a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 10% os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.
Embora a medida possa ter um impacto significativo para a indústria e as exportações brasileiras, o fato de a tarifa ao País ter ficado no menor patamar adotado, de 10%, demonstra que o principal foco de Trump está em outros parceiros comerciais dos EUA, em especial na Ásia e na Europa — podendo, inclusive, dar uma vantagem competitiva ao Brasil.
Também foi visto como positivo o fato de Trump, no anúncio, ter apenas mencionado o Brasil pontualmente, mas sem fazer comentários adicionais sobre o País, como ocorreu em outros casos.
Ao Times Brasil — licenciado exclusivo CNBC, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que “sem dúvida” o anúncio ficou melhor do que o esperado.
A expectativa do governo brasileiro, agora, é seguir com as negociações para tentar modular a decisão da gestão Trump. Na próxima semana, técnicos dos dois países voltarão a se reunir.
Caso as conversas não avancem, o governo estuda retaliações principalmente na área de propriedade intelectual, o que poderia envolver quebra de patentes de medicamentos e produtos agrícolas, além de bloqueio de dividendos no setor cultural.
Ainda assim, integrantes do Itamaraty avaliam que é cedo para falar em qualquer tipo de retaliação e que a prioridade é negociar. Em caráter reservado, um diplomata a par das tratativas pontuou que “ter os canais abertos e boa disposição para conversar não é pouca coisa”.
Relator do projeto da reciprocidade econômica na Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) avalia que a decisão de Trump ficou mais “suave” em relação ao Brasil. Na bancada ruralista, da qual Jardim faz parte, havia expectativa de tarifas entre 15% a 25%.
Apesar disso, o grupo quer incentivar as negociações para que a medida linear seja revista e seja possível fazer as tratativas de acordo com cada produto e setor.
“Criamos uma salvaguarda com a reciprocidade econômica, mas queremos esgotar as negociações”, disse Jardim ao Times Brasil, em referência ao projeto da reciprocidade aprovado ontem. “Essa salvaguarda permitirá preservar os interesses brasileiros.”
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