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CNBC Apple sofre a maior queda em 5 anos com tarifas de Trump ameaçando a cadeia de suprimentos

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Governo e Congresso veem com alívio anúncio de Trump sobre tarifas 

Publicado 03/04/2025 • 09:11 | Atualizado há 1 dia

Julia Lindner

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Julia Lindner

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tem experiência na cobertura de política e economia em Brasília desde 2016. Com passagens pelos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico.

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília.

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília.

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Integrantes do governo e do Congresso viram com certo alívio a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 10% os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. 

Embora a medida possa ter um impacto significativo para a indústria e as exportações brasileiras, o fato de a tarifa ao País ter ficado no menor patamar adotado, de 10%, demonstra que o principal foco de Trump está em outros parceiros comerciais dos EUA, em especial na Ásia e na Europa — podendo, inclusive, dar uma vantagem competitiva ao Brasil.

Também foi visto como positivo o fato de Trump, no anúncio, ter apenas mencionado o Brasil pontualmente, mas sem fazer comentários adicionais sobre o País, como ocorreu em outros casos. 

Ao Times Brasil — licenciado exclusivo CNBC, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que “sem dúvida” o anúncio ficou melhor do que o esperado. 

A expectativa do governo brasileiro, agora, é seguir com as negociações para tentar modular a decisão da gestão Trump. Na próxima semana, técnicos dos dois países voltarão a se reunir. 

Caso as conversas não avancem, o governo estuda retaliações principalmente na área de propriedade intelectual, o que poderia envolver quebra de patentes de medicamentos e produtos agrícolas, além de bloqueio de dividendos no setor cultural.

Ainda assim, integrantes do Itamaraty avaliam que é cedo para falar em qualquer tipo de retaliação e que a prioridade é negociar. Em caráter reservado, um diplomata a par das tratativas pontuou que “ter os canais abertos e boa disposição para conversar não é pouca coisa”.  

Relator do projeto da reciprocidade econômica na Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) avalia que a decisão de Trump ficou mais “suave” em relação ao Brasil. Na bancada ruralista, da qual Jardim faz parte, havia expectativa de tarifas entre 15% a 25%. 

Apesar disso, o grupo quer incentivar as negociações para que a medida linear seja revista e seja possível fazer as tratativas de acordo com cada produto e setor. 

“Criamos uma salvaguarda com a reciprocidade econômica, mas queremos esgotar as negociações”, disse Jardim ao Times Brasil, em referência ao projeto da reciprocidade aprovado ontem. “Essa salvaguarda permitirá preservar os interesses brasileiros.”

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