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Sob pressão, Raízen busca alternativas para reduzir a dívida
Publicado 26/01/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 26/01/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 mês
Enquanto não capta investimentos para lidar com uma dívida crescente, a Raízen está estudando formas de deixar suas finanças mais controladas. O novo plano da companhia é envolve um aumento de capital estimado entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
A companhia, fruto de uma joint-venture entre Cosan e Shell, terminou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 53,4 bilhões, um aumento de 48% na comparação anual. A relação entre endividamento e Ebitda alcançou 5,1x, margem que é vista com pessimismo pelos investidores.
Aumentar o capital significa emitir novas ações. É uma forma de buscar novas formas de financiamento no mercado privado. A ideia é oferecer essas ações para investidores atuais prioritariamente. Pode haver a entrada de novos acionistas, mas isso não é obrigatório.
No caso da Raízen, o que preocupa é o fato de que os controladores atuais (Shell e Cosan) não deram indícios claros de que pretendem desembolsar dinheiro para adquirir essas novas ações. A Cosan, vale lembrar, ainda tem uma dívida elevada – mesmo após um aporte recente de BTG Pactual e Perfin.
A alternativa seria ofertar ações para terceiros. Neste caso, pode ser necessário ofertar os papéis com desconto. Isso implicaria em uma diluição dos investidores atuais.
O aumento de capital, ainda que relevante, não deve ser a solução para todos os problemas da Raízen. A companhia ainda precisa se desfazer de ativos custosos - principalmente fora do Brasil. A venda de alguns desses ativos na Argentina deve ajudar a engordar o caixa em R$ 10 bilhões.
Enquanto nada está definido por ora, as ações da Raízen sobem mais de 2,4% no pregão desta segunda-feira (26). Os papéis acumulam queda de 57% nos últimos 12 meses. A empresa vale atualmente pouco mais de R$ 1,13 bilhão.
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