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Entenda por que o conflito no Irã afeta as ações da Petrobras
Publicado 02/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 3 meses
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Exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz podem nunca voltar aos níveis pré-guerra com o Irã
Publicado 02/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 3 meses
As ações da Petrobras iniciaram o pregão de segunda-feira (2) com alta de quase 4% na bolsa de Nova York. No Brasil, os papéis abriram com elevação de 5% na B3. Não há segredo: a valorização está diretamente ligada ao aumento do preço do petróleo, que disparou após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.
Por não possuir operações no Irã (ou em países próximos) a Petrobras não corre o risco de ver seus ativos afetados pelo conflito. É diferente do que ocorre com empresas como a Saudi Aramco e a QatarEnergy, que possuem operações relevantes no Oriente Médio e estão mais expostas a eventuais interrupções na produção ou na logística.
Ainda assim há temor. A questão logística preocupa investidores. O Estreito de Ormuz, que banha o território iraniano, é responsável pelo transporte de mais de 20% do petróleo global. Uma eventual interrupção da rota poderia gerar um choque relevante na oferta mundial.
No caso da Petrobras, porém, as exportações para países como China e Índia utilizam rotas marítimas alternativas. Essas rotas não passam pela região do Golfo Pérsico e, até o momento, não foram impactadas pelo conflito.
Isso não significa que a Petrobras não seja afetada. A alta do petróleo influencia diretamente nas finanças da companhia. Por ser porque o petróleo é uma commodity global, com preços definidos no mercado internacional.
Independentemente da origem ou da rota de transporte do barril brasileiro, a Petrobras vende sua produção com base nas cotações internacionais. Tensões geopolíticas que elevam o preço da commodity aumentam o potencial de receita da empresa.
Atualmente, o petróleo já é negociado próximo dos US$ 80 por barril, e especialistas apontam que o preço pode atingir US$ 100 caso o conflito se prolongue ou haja interrupções relevantes na oferta global. Aqui vale a máxima: lei da oferta e demanda.
Estudos indicam que cada aumento de US$ 10 no preço do petróleo gera um impacto bilionário em receitas ao longo da cadeia produtiva do setor, algo em torno de US$ 10 bilhões diluídos entre os players.
Por consequência, ganhos maiores fazem com que ações subam. Seja pela possibilidade de ganho no curto prazo com o spread entre a compra e a venda do papel, seja pela possibilidade de ganhos mais altos com dividendos devido soa lucros que podem vir acima do esperado.
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