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Bilionários do Vale do Silício investem em edição genética de bebês e reacendem debate sobre limites éticos
Publicado 12/11/2025 • 10:42 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/11/2025 • 10:42 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A edição genética de embriões humanos deixou de ser ficção científica e começa a se tornar uma aposta concreta de grandes empresários do Vale do Silício. A expectativa é que, em poucos anos, seja possível escolher ou aprimorar características genéticas antes mesmo do nascimento. A discussão agora não é mais se isso vai acontecer, mas como — e quem — terá acesso a essa tecnologia.
O tema inaugura a fronteira da biologia, com potencial para transformar profundamente a forma como a humanidade lida com o surgimento da vida. Já há uma tradição consolidada de testes genéticos durante a gravidez, mas a tendência agora é avançar para a edição genética, que permite não apenas diagnosticar, mas também alterar o código genético.
O processo já ultrapassa a simples identificação de doenças hereditárias. Em clínicas de reprodução assistida, embriões passam por genotipagem, procedimento que identifica e seleciona aqueles com maiores chances de sobrevivência e saúde. Há, portanto, um processo de escolha. Mas a edição genética vai além: possibilita modificar o DNA e, teoricamente, criar um “super-humano”.
No entanto, é preciso atenção. De um lado, há o esforço de erradicar doenças graves; de outro, o risco de manipular características secundárias, sem papel adaptativo, apenas por preferência estética ou intelectual.
Empresas como a norte-americana Colossal e a Autoslab já investem em estratégias de edição genética em embriões, com apoio de bilionários da tecnologia. O interesse desses executivos tem tanto motivação ideológica quanto econômica.
Além disso, o mercado bilionário que pode surgir atrai investidores. O mesmo discurso de ‘mercados trilionários’ que vemos na inteligência artificial e nos data centers agora se aplica ao mercado mais fundamental de todos: o da vida humana.
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