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Escassez de talentos pressiona empresas e muda a estratégia de liderança e investimento
Publicado 20/01/2026 • 13:44 | Atualizado há 4 horas
Publicado 20/01/2026 • 13:44 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A dificuldade de atrair, desenvolver e reter profissionais qualificados deixou de ser um problema restrito ao RH e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas das empresas. Em um cenário de avanço da inteligência artificial e aumento dos custos trabalhistas, executivos enfrentam o desafio de equilibrar investimentos em tecnologia e pessoas, sem comprometer produtividade nem clima organizacional.
O assunto foi discutido nesta terça-feira (20) por Álvaro Machado, professor e pesquisador, em seu quadro no programa Real Time. Segundo o especialista, as companhias lidam hoje com duas grandes frentes de tensão: o modelo de liderança e a forma de alocar capital entre capital humano e tecnologias embarcadas, como sistemas de IA, que exigem aportes crescentes.
Do ponto de vista da liderança, Machado avalia que o discurso tradicional, que espera do executivo domínio técnico, financeiro e humano ao mesmo tempo, se mostra cada vez mais difícil de sustentar. “O componente humano ganhou peso diante do aumento de absenteísmo, burnout e rotatividade”, afirma.
Para ele, quanto mais a tecnologia se torna onipresente, mais decisiva se torna a capacidade do líder de lidar com pessoas.
Já na relação entre pessoas e tecnologia, o impasse é financeiro e estratégico. Investir pesado em IA pode gerar ganhos de eficiência, mas também demissões e desgaste reputacional. Priorizar pessoas, por outro lado, pode deixar a empresa atrás de concorrentes mais digitalizados. “Ninguém sabe ainda qual é o ponto ótimo dessa equação”, diz.
A escassez de talentos é frequentemente atribuída à formação insuficiente da mão de obra brasileira, sobretudo em áreas como matemática e tecnologia. Embora reconheça fragilidades na educação básica, Machado critica o diagnóstico simplista. Para ele, muitas empresas falham ao não assumir um papel mais ativo na formação profissional. “As companhias que funcionam como ‘empresa-escola’ tendem a performar melhor e a reduzir o turnover”, afirma.
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