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Da inovação aos resultados: como a IA gera valor para os negócios

Publicado 09/06/2026 • 16:24 | Atualizado há 2 horas

O potencial da modernização com IA colocou em pauta um dos principais desafios das empresas na atualidade: como transformar o avanço da Inteligência Artificial em ganhos concretos de produtividade, eficiência e segurança. Realizado no último dia 28, em São Paulo, o evento, uma iniciativa conjunta entre o Times Brasil | CNBC e a IBM, debateu os caminhos para acelerar a modernização tecnológica em ambientes híbridos, conectando sistemas legados, nuvem e IA.

O debate acontece em um momento em que organizações de diversos setores buscam avançar da fase de experimentação para a adoção efetiva da Inteligência Artificial em áreas estratégicas, transformando o potencial da tecnologia em ganhos concretos de produtividade e competitividade.

Durante o encontro, a IBM apresentou o Bob, assistente de Inteligência Artificial desenvolvido para apoiar equipes de tecnologia na modernização de aplicações e no desenvolvimento de software, com foco em produtividade, segurança e eficiência operacional.

Wagner Arnaut, CTO da IBM Brasil, afirmou que o assistente deve funcionar como um integrante das equipes de desenvolvimento e operação, com capacidade de executar tarefas ao longo de todo o ciclo de software.

“Nós, da IBM, estamos trabalhando muito o Bob como o membro da equipe de desenvolvimento e operação, que pode desempenhar uma série de atividades dentro do ciclo de desenvolvimento e operação”, disse.

Segundo Arnaut, a IBM identifica potencial para elevar entre 40% e 60% a produtividade das equipes de desenvolvimento por meio do uso de assistentes especializados. Para ele, os ganhos não estão apenas na geração de código, mas principalmente na capacidade da ferramenta de compreender o ambiente tecnológico específico de cada organização.

“Ele [Bob] conhece o ambiente do cliente”, afirmou. “Eu já sei qual é o padrão da empresa, eu já fui treinado por padrões das empresas.” O executivo destacou que esse

conhecimento contextual se torna ainda mais relevante em ambientes críticos, onde consistência e previsibilidade são elementos fundamentais para a segurança operacional. “Para algumas operações, eu não posso uma hora responder de um jeito e outra hora responder de outro”, disse.

IA precisa chegar ao negócio

Catherine Fagundes, diretora de ZStack da IBM Brasil, afirmou que a IA já passou por uma fase de experimentação em áreas de suporte, como recursos humanos, finanças, contabilidade e gestão de contratos.

“O desafio agora é como trazer todos esses ganhos, esses casos de uso, para o lado do negócio”, ressaltou. “Como melhorar a experiência de um cliente, como colocar novos produtos, novos serviços rapidamente no mercado.”

Segundo Catherine, a IBM tem usado a própria operação como ambiente de teste antes de levar soluções aos clientes. A companhia já implementou mais de 150 casos de uso de IA internamente, em áreas como supply chain, RH, gerenciamento de contratos e otimização de infraestrutura.

“A IBM tem uma preocupação muito grande em levar para os nossos clientes soluções comprovadas e nós somos o nosso próprio cliente beta, cliente teste”, disse. “A gente fala que nós somos o nosso cliente zero.”

A executiva afirmou que esses projetos trouxeram ganhos “na casa de bilhões de dólares” nos últimos anos. Em recursos humanos, segundo ela, 94% dos chamados já são respondidos por assistentes internos. “Quando você pensa 94% de chamados em mais de 300 mil funcionários, olha o tamanho do benefício”, afirmou.

Para Catherine, agentes genéricos não bastam para a modernização de sistemas críticos. A IA precisa considerar dados, códigos, regras de negócio e linguagens já usadas pelas empresas ao longo dos anos.

Modernização não é substituição automática

Marcelo Bergamini, superintendente senior de tecnologia do Bradesco, afirmou que modernizar não significa desligar tecnologias existentes, mas entender o papel de cada ambiente na arquitetura corporativa. “Quando a gente fala em modernização, a primeira coisa que vem à mente é que a gente precisa desativar uma tecnologia. E não é esse o contexto”, disse.

Segundo Bergamini, empresas precisam avaliar o que faz sentido migrar para a nuvem e o que deve permanecer em ambientes mais robustos, como o mainframe. A decisão, afirmou, deve considerar custo, estabilidade, segurança, performance e criticidade da operação. “Eu não preciso dar um cavalo de pau no transatlântico”, afirmou.

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Para o executivo, a modernização deve ocorrer por etapas, começando por jornadas menos críticas e preservando o core do negócio quando esse ambiente for o mais adequado.

Planejamento evita custo e perda de performance

Rodrigo Rondon, sócio IBM Consulting, Tecnology & Red Hat, afirmou que parte das empresas iniciou jornadas de modernização de forma desordenada, movida pelo “hype” tecnológico. O resultado, disse, aparece em custos mais altos, problemas de performance, integração e governança.

“Elas começaram modernizando de forma desordenada e hoje estão coletando um pouco a questão de custo alto, algumas questões com performance e integração”, afirmou.

Segundo Rondon, cada carga de trabalho deve estar no ambiente adequado. Sistemas centrais, que processam milhões de transações em pouco tempo e não podem parar, precisam ser modernizados sem interrupção da operação.“Cada workload tem o seu lugar”, disse.

Na avaliação do executivo, o caminho é combinar ambientes críticos modernizados com camadas mais flexíveis, como canais digitais, atendimento e mobile. “Casando esses dois mundos, a gente consegue extrair o máximo de benefício, sem interrupção e de forma muito ordenada”, afirmou.

IA no ponto da transação

Livio Sousa, CTO IBM Z & Modernização, IBM Brasil, afirmou que a IA precisa estar onde as transações acontecem e onde os dados são gerados. “Eu preciso trazer a IA para onde a transação acontece, onde os dados novos estão sendo gerados”, disse.

Sousa comparou o mainframe a uma turbina de avião ou ao motor de um transatlântico: uma estrutura que o usuário final não vê, mas que sustenta operações críticas. Segundo ele, cerca de 70% das transações de valor no mundo passam por esse tipo de ambiente.

“Mainframe é como turbina de avião, é como motor de transatlântico”, afirmou. “É aquilo que a gente não vê hoje, é uma tecnologia, uma plataforma absolutamente estruturante.”

O executivo disse que há clientes em São Paulo processando até 150 mil transações por segundo. Para esse tipo de operação, afirmou, a IA precisa ser aplicada com previsibilidade de custo, consumo energético, segurança, criptografia e conformidade.

Para assistir, na íntegra, “O Potencial da Modernização com IA”: clique aqui

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