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Trump impõe novas tarifas “abrangentes” a 60 parceiros comerciais após o vencimento de tarifas globais temporárias
Publicado 23/07/2026 • 20:45 | Atualizado há 26 minutos
Trump impõe novas tarifas “abrangentes” a 60 parceiros comerciais após o vencimento de tarifas globais temporárias
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Publicado 23/07/2026 • 20:45 | Atualizado há 26 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
Novas tarifas do governo de Donald Trump entrarão em vigor logo após a meia-noite (horário da Costa Leste dos EUA) desta sexta-feira (24), sobre dezenas de países por supostas violações relacionadas ao uso de trabalho forçado, segundo aviso publicado no Federal Register.
As tarifas, fixadas entre 10% e 12,5%, substituem, na prática, as tarifas globais temporárias de 10% adotadas pelo presidente Donald Trump, que expiraram no mesmo momento em que as novas medidas entraram em vigor.
As novas tarifas foram anunciadas a 60 parceiros comerciais e abrangem 99,4% do comércio dos Estados Unidos, informou o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) em um informativo divulgado na tarde desta quinta-feira. O órgão informou separadamente à CNBC que não havia uma estimativa de quanto as novas tarifas poderiam arrecadar.
A medida “é a ação internacional mais ampla em defesa dos direitos trabalhistas que os Estados Unidos já adotaram – ou que qualquer país já adotou”, disse um alto funcionário do governo Trump a jornalistas durante uma teleconferência realizada nesta quinta-feira (23).
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O funcionário afirmou ainda que as novas tarifas não seriam “cumulativas” em relação às tarifas já existentes sobre importações de aço e alumínio, conhecidas como tarifas da Seção 232, impostas por Trump no ano anterior com base em argumentos de segurança nacional.
O anúncio reforça como o governo Trump retoma o uso agressivo de tarifas, depois que a agenda protecionista do presidente sofreu importantes reveses judiciais no início daquele ano. Trump defendia as tarifas como instrumentos para aumentar a arrecadação e fortalecer sua posição nas negociações comerciais com parceiros estrangeiros, enquanto rejeitava críticas de que as medidas elevavam custos para importadores americanos e pressionavam os preços aos consumidores nos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCRecentemente, a Casa Branca havia imposto tarifas de 25% sobre a maior parte das importações americanas provenientes do Brasil, que entraram em vigor na quarta-feira, além de tarifas de 50% sobre uma ampla variedade de produtos do Canadá, previstas para começar no mês seguinte.
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O governo Trump havia proposto essas novas tarifas no início de junho, após concluir que os países afetados não haviam conseguido proibir de forma eficaz o uso de práticas de trabalho forçado no comércio com os Estados Unidos.
As novas tarifas foram implementadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um dos instrumentos comerciais utilizados por Trump desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou suas tarifas globais do chamado “Dia da Libertação”, em 20 de fevereiro.
Horas após a decisão judicial, um Trump irritado afirmou que imporia uma tarifa global de 10% com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. No entanto, essa tarifa havia sido criada com prazo de 150 dias, que expirou à 0h01 (horário da Costa Leste dos EUA) desta sexta-feira.
Em março, o governo Trump havia anunciado duas investigações distintas com base na Seção 301: uma sobre trabalho forçado e outra relacionada às preocupações com o excesso de capacidade industrial em 16 economias. A segunda investigação ainda permanecia em andamento.
“Continuamos comprometidos em utilizar tarifas e negociar acordos para apoiar a reindustrialização da nossa economia, proteger os trabalhadores americanos, aumentar seus salários e reduzir nosso déficit comercial”, afirmou o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, durante depoimento ao Senado na quarta-feira.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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