Rodrigo Batista afirma que restrição imposta pelo Conselho Monetário Nacional pode acelerar uso de criptoativos em plataformas internacionais.
CEO da Digitra diz que investidores devem buscar alternativas descentralizadas após veto a derivativos ligados a esportes e política.
Executivo avalia que medida também pode prejudicar empresas e empreendedores que atuavam nesse segmento no Brasil.
A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de proibir derivativos ligados a eventos como esportes e política pode acabar fortalecendo plataformas descentralizadas e ampliando o uso de criptoativos nesse mercado, segundo avaliação de Rodrigo Batista, CEO da Digitra, durante participação no quadro Cripto Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Batista comentou o fato de o Brasil ter fechado as portas para um mercado que cresce no mundo, os chamados mercados de previsão. Segundo Rodrigo Batista, tentativas de proibição no ambiente digital frequentemente acabam produzindo efeito contrário ao desejado. “Acredito que isso é um tiro no pé”, afirmou.
O executivo destacou que, historicamente, restrições impostas a serviços ligados à internet costumam incentivar usuários a buscar alternativas fora dos ambientes tradicionais. “Quando você tenta proibir algo, esse algo acaba sendo mais difundido”, ressaltou.
Migração para plataformas descentralizadas
Para Rodrigo Batista, a tendência é que investidores passem a procurar plataformas internacionais e serviços descentralizados para continuar operando nesse mercado.
Segundo ele, já existem diversas alternativas disponíveis tanto em plataformas centralizadas quanto no universo descentralizado. “As pessoas vão sim procurar alternativas”, avaliou.
O CEO da Digitra citou como exemplo a Polymarket, plataforma descentralizada voltada para mercados de previsão e operada com criptoativos.
Segundo Batista, esse modelo permite participação sem necessidade de cartão de crédito ou transferências bancárias tradicionais. “Você consegue operar utilizando criptoativos, sem precisar colocar cartão de crédito ou fazer Pix”, explicou.
O executivo afirmou ainda que o público brasileiro já começou a ampliar contato com esse tipo de serviço. “A gente já vê que as pessoas estão começando a conhecer mais esses serviços e se utilizando deles”, observou.
Rodrigo Batista também avaliou que a proibição pode gerar impactos negativos para empresas brasileiras que apostavam no crescimento desse mercado.
Segundo ele, parte dos empreendedores locais pode ser obrigada a interromper operações ou transferir atividades para outros países. “Existem empresas e empreendedores que estavam apostando nesse mercado no Brasil e agora vão ter que fechar as portas ou se mover para o exterior”, afirmou.
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Para o executivo, o ambiente regulatório brasileiro corre o risco de afastar inovação e estimular operações fora do país. “O Brasil não ganha nada proibindo isso e só estimula o uso dessas plataformas”, concluiu.
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