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Com ausências de Lula e Flávio e mudanças determinadas pela Justiça, cancelamento de debate antes do primeiro turno gera repercussão mundial
Publicado 02/10/2026 • 09:58 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/10/2026 • 09:58 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Montagem (Agência Brasil)
O cancelamento do debate na TV Globo entre os candidatos à Presidência da República, poucos dias antes do primeiro turno eleitoral, serviu de manchete entre os principais veículos de comunicação ao redor do mundo. Al Jazeera, El Mundo e AFP fizeram publicações destacando diversos aspectos ocorridos, desde a confirmação da ausência de Flávio Bolsonaro, presidenciável pelo PL, até a participação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no podcast de grande “Flow”, durante o mesmo horário em que o debate seria transmitido, nesta quinta-feira (1º).
Leia também: Flávio Bolsonaro acusa Lula de “fugir do debate” e fala em censura após cancelamento na Globo
O site do canal Al Jazeera afirmou que ambos “ignoraram” e “recusaram” a oportunidade de debater. A agência AFP seguiu esta mesma linha e publicou que todo o caso serviu para intensificar “as táticas sujas na reta final da campanha polarizada”. O suíço SwissInfo destacou a alegação da emissora brasileira de que houve “interferência indevida” em organizar o debate após as alterações nas regras. Berlingske, da Dinamarca, também focou no cancelamento.
Leia também: Lula diz que debates são ‘infrutíferos’ e explica ausência na Globo
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Siga o Times | CNBCA ação da emissora foi embasada, principalmente, após duas recentes decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira foi da ministra do TSE, Estela Aranha, que proibiu a exibição de maneira destacada da cadeira vazia de Lula durante o debate. A segunda foi uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF, que determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no confronto da noite.
A Reuters optou por destacar o não comparecimento dos dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto (Lula e Flávio), ao manchetar: “Brazil election’s final TV debate scrapped as Lula, Flavio Bolsonaro skip” (O último debate televisionado das eleições brasileiras foi cancelado, com Lula e Flávio Bolsonaro ausentes).
A Globo declarou oficialmente que as duas regras instituídas momentos antes da realização do debate causaram insegurança jurídica e representaram uma “interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”.
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