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Flávio Bolsonaro acusa Lula de “fugir do debate” e fala em censura após cancelamento na Globo
Publicado 02/10/2026 • 08:04 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 02/10/2026 • 08:04 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu ao cancelamento do debate da TV Globo com críticas ao Judiciário e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em transmissão online realizada após a suspensão do encontro, ele afirmou que decisões judiciais tomadas pouco antes do programa alteraram as regras previamente estabelecidas e interferiram diretamente na realização do debate.
A Globo cancelou o encontro que estava previsto para a noite de quinta-feira, 1º de outubro, após uma sequência de decisões judiciais de última hora. A emissora alegou insegurança jurídica diante das mudanças impostas ao formato acertado com as campanhas.
Entre elas, uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a exibição de um púlpito vazio identificado com Lula, que já havia informado que não compareceria, enquanto outra decisão, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate.
Com a alteração das regras e a ausência de Flávio Bolsonaro, a direção da emissora decidiu suspender a transmissão.
Flávio classificou as determinações judiciais como uma interferência no formato definido pela Globo e criticou especialmente as restrições relacionadas à ausência de Lula. Segundo ele, além da retirada do púlpito, os candidatos presentes também ficaram impedidos de dirigir perguntas ao presidente.
“Determinaram que os candidatos presentes não poderiam fazer perguntas ao Lula. É a censura no seu mais alto grau”, declarou. Na avaliação do candidato, a sucessão de decisões inviabilizou o encontro. “Em função de todas essas interferências, a Rede Globo resolveu cancelar o debate”, afirmou.
Leia também: Fabiano Rosa: atrito entre STF e TSE deixa “insegurança jurídica” como legado da eleição
Durante a transmissão, Flávio também direcionou críticas ao presidente e afirmou que Lula teria sido beneficiado pelas decisões judiciais.
“O Lula não só não vai ao debate, como usa seus amigos no Judiciário para impor censura ao debate da Rede Globo”, disse.
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Siga o Times | CNBCA declaração foi acompanhada de ataques à ausência do petista. Flávio afirmou que havia convidado o adversário para um confronto direto e acusou Lula de evitar o embate. “Eu chamei Lula para o debate mais de duas vezes. Você correu. É com você que todos nós queremos debater”, afirmou.
A decisão que impediu a Globo de manter um púlpito vazio com a identificação de Lula se tornou um dos principais alvos de Flávio. Para ele, a medida eliminou uma consequência política prevista nas regras do programa para candidatos ausentes.
“Qual era o medo de deixar um púlpito escrito ‘Lula’ vazio no debate, como determinavam as regras?”, questionou.
Ao longo da transmissão, Flávio apresentou a retirada do púlpito como um exemplo do que considera tratamento favorável ao presidente. A crítica foi incorporada ao discurso mais amplo do candidato contra a atuação do Judiciário na reta final da campanha.
Flávio ampliou os ataques ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral e acusou ministros das duas cortes de interferirem na disputa presidencial.
“O que está acontecendo é inadmissível”, declarou. Em outro trecho, afirmou que integrantes das cortes estariam dando “canetadas uma atrás da outra” em benefício de Lula.
O episódio também passou a ser usado por Flávio como argumento de mobilização eleitoral. O candidato associou o cancelamento à sua defesa de mudanças no Judiciário e à necessidade, segundo ele, de eleger uma bancada de senadores alinhada ao seu grupo político.
Flávio afirmou ainda que, se eleito, pretende indicar ministros para o Supremo que atuem de acordo com a Constituição e com menor interferência política.
O cancelamento repercutiu entre outros candidatos que já estavam nos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro, e retirou da campanha o último debate televisivo antes do primeiro turno.
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