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DECISÃO 2026: campanha de Flávio Bolsonaro apresenta notícia-crime contra diretor-geral da PF por anúncio de investigação no dia da eleição
Publicado 11/10/2026 • 18:17 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 11/10/2026 • 18:17 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
O senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou na 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, neste domingo, 11, uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ação acusa o chefe da corporação de utilizar a estrutura pública e o cargo para beneficiar o PT durante o primeiro turno das eleições de 2026, realizado no último dia 4 de outubro.
De acordo com a petição a controvérsia teve início na noite de 30 de setembro de 2026, a quatro dias do pleito, quando o jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem sobre a deliberação, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, de uma verba de US$ 1 milhão voltada a um programa de combate à censura e ao lawfare no Brasil. A matéria destacava que os recursos ainda estavam sob análise.
A peça segue afirmando que na manhã do dia 1º de outubro, o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, publicou em suas redes sociais críticas à iniciativa internacional e enviou ofícios à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal solicitando investigações sobre o caso, associando o episódio a “pautas conservadoras e de extrema direita”. Segundo a defesa, a manifestação e os ofícios foram difundidos pela imprensa sem apontar fatos concretos, autoria ou indícios de crimes eleitorais.
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O ponto central da notícia-crime recai sobre o dia do primeiro turno. Durante uma entrevista coletiva oficial no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, Rodrigues confirmou publicamente que a corporação havia aberto uma apuração preliminar sobre interferência externa com base na representação da AGU.
Para a defesa de Flávio Bolsonaro, a divulgação da investigação no dia das urnas gerou manchetes de forte impacto na opinião pública, criando uma narrativa prejudicial à sua campanha e favorável ao adversário político, o Partido dos Trabalhadores (PT).
A defesa do parlamentar aponta que a conduta de Andrei Rodrigues se amolda, em tese, ao crime previsto no artigo 346 combinado com o artigo 377 do Código Eleitoral, que proíbe o uso de repartições ou serviços públicos para favorecer organizações políticas ou candidatos.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com a petição inicial assinada pela equipe jurídica do senador, a controvérsia teve início na noite de 30 de setembro de 2026, a quatro dias do pleito, quando o jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem sobre a deliberação, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, de uma verba de US$ 1 milhão voltada a um programa de combate à censura e ao lawfare no Brasil. A matéria destacava que os recursos ainda estavam sob análise (in active deliberation).
Na manhã seguinte (1º de outubro), o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, publicou em suas redes sociais críticas à iniciativa internacional e enviou ofícios à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal solicitando investigações sobre o caso, associando o episódio a “pautas conservadoras e de extrema direita”. Segundo a defesa, a manifestação e os ofícios foram difundidos pela imprensa sem apontar fatos concretos, autoria ou indícios de crimes eleitorais.
O ponto central da notícia-crime, no entanto, recai sobre o dia da votação (4 de outubro). Durante uma entrevista coletiva oficial no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou publicamente que a corporação havia aberto uma apuração preliminar sobre interferência externa com base na representação da AGU.
Para a defesa de Flávio Bolsonaro, a divulgação da investigação no dia das urnas gerou manchetes de forte impacto na opinião pública, criando uma narrativa prejudicial à sua campanha e favorável ao adversário político, o Partido dos Trabalhadores (PT).
O documento ressalta que, ainda no dia 4 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, declarou publicamente que a Justiça Eleitoral não havia recebido indicativos concretos de interferência internacional no pleito. No mesmo dia, a PGR arquivou o pedido da AGU por entender que faltavam elementos mínimos para atuação. Dias depois, em 7 de outubro, o próprio procedimento interno na Polícia Federal também teria sido arquivado por ausência de justa causa.
Diante do exposto, a representação requer ao Juízo Eleitoral que determine a instauração de um procedimento investigatório sob a supervisão do Ministério Público Eleitoral, além de requisitar cópias integrais dos expedientes da AGU, da PF e da PGR, bem como a gravação da coletiva de imprensa realizada no dia 4 de outubro e o interrogatório do noticiado.
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