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DECISÃO 2026: Lula afirma em ato que votação do fim da escala 6×1 será na quarta-feira (14)
Publicado 11/10/2026 • 16:55 | Atualizado há 47 minutos
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Publicado 11/10/2026 • 16:55 | Atualizado há 47 minutos
KEY POINTS
Foto: Ricardo Stuckert / Flickr Lula
Lula durante ato na avenida Paulista, no domingo (11)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou neste domingo (11) que a votação da proposta para acabar com a escala de trabalho 6×1 está marcada para a próxima quarta-feira (14). Durante um ato de campanha na avenida Paulista, em São Paulo, o candidato à reeleição afirmou que a data já foi acertada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
“Isso já foi tratado com o senador Alcolumbre e a data da votação já está marcada. Portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se terá coragem de votar contra ou a favor”, declarou o presidente.
Lula direcionou a cobrança ao PL, partido de seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro. “O PL tem que dizer se é favorável a que os trabalhadores descansem mais ou se quer que continuem trabalhando mais”, afirmou, ao defender a redução da jornada de trabalho.
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Além da proposta trabalhista, Lula mencionou a votação da PEC da Segurança Pública, que prevê ampliar a participação do governo federal no enfrentamento à criminalidade.
“Para o povo, para o trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção. Para os bandidos, prisão”, declarou o presidente. Ele defendeu uma atuação mais direta da União na segurança pública, atualmente limitada pelas competências previstas na Constituição.
O ato reuniu integrantes do governo e lideranças políticas, entre elas Simone Tebet, Marina Silva e Fernando Haddad, além dos governadores eleitos ou reeleitos Rafael Fonteles, do Piauí, Elmano de Freitas, do Ceará, e Jerônimo Rodrigues, da Bahia.
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Em outra frente, o presidente anunciou que sua equipe jurídica buscará explicações sobre decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que considera prejudiciais à sua candidatura. A reação ocorreu após o presidente da Corte, Nunes Marques, determinar neste domingo a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.
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Siga o Times | CNBC“Nossos advogados terão que ingressar com um pedido de explicações junto ao presidente da Justiça Eleitoral, porque, há alguns dias, venho percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura”, afirmou Lula.
O presidente também contestou a suspensão do canal. “Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado e republicano e não permita que as eleições ocorram sem interferência da Justiça”, declarou.
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O vice-presidente Geraldo Alckmin, que concorre à reeleição na chapa de Lula, também discursou na Avenida Paulista e destacou a defesa da Constituição e da democracia.
“Nosso ídolo não é o Coronel Ustra! Nossos ídolos são os estudantes mortos na ditadura! São Paulo deu a vida pela Constituição! E ninguém vai rasgar a Constituição brasileira”, afirmou Alckmin, após declarar que “São Paulo não quer ditadura”.
Ao apresentar os governadores aliados, Lula afirmou que as vitórias eleitorais de Rafael Fonteles (PT) e Elmano de Freitas (PT) representaram o fim das carreiras políticas de seus adversários nos respectivos estados.
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Sobre Fonteles, reeleito governador do Piauí no primeiro turno com 70,90% dos votos válidos, Lula declarou que o aliado “enterrou a carreira política do Ciro Nogueira”. O senador do PP perdeu a disputa pela reeleição em 4 de outubro, quando as duas vagas do estado ficaram com Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).
No Ceará, Elmano de Freitas conquistou novo mandato com 53,19% dos votos válidos, contra 46,22% de Ciro Gomes (PSDB). Ao mencionar o resultado, Lula afirmou que o governador “enterrou a carreira política do Ciro Gomes”. O ato também contou com a participação de Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito governador da Bahia no primeiro turno.
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